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02 Dezember, 2021 Síndrome do Esgotamento Emocional

Venha entender o que é, quais os riscos para a saúde e como o evitar...

Que estes dois últimos anos não têm sido fáceis, isso não é novidade para ninguém. Afinal, todos temos vivido em tempos de incerteza, angústia, medos e perdas. Mas, afinal, o que é a Síndrome do Esgotamento Emocional?

 

Síndrome do Esgotamento Emocional

Nestes dois últimos anos, enfrentamos dois confinamentos que mudaram a rotina de muita gente, como o trabalho, estudos, filhos e, conciliar todas estas coisas. Se já não era fácil antes, tornou-se mais difícil ainda para algumas pessoas.

Consequentemente, todas estas mudanças trouxeram mais à tona problemas de ordem emocional como a ansiedade, a depressão, o stress e a Síndrome do Esgotamento Emocional.

O que é a Síndrome do Esgotamento Emocional?

A Síndrome do Esgotamento Emocional ou Síndrome de Burnout é causada por um estado de estresse prolongado e excessivo. Apesar de associarem a Síndrome de Burnout ao stress causado por cargas excessivas de trabalho, esta não é a única causa.

Esta Síndrome pode ser desenvolvida também por um acúmulo de situações estressantes, como excesso de responsabilidades em casa e no trabalho, preocupações, perdas e fatores emocionais coadjuvantes como a ansiedade e a depressão.

É importante estarmos atentos aos sintomas para tomar as medidas necessárias antes que seja tarde, já que em casos mais graves, esta Síndrome pode levar à morte por infarto ou até mesmo ao suicídio.

Quais os sintomas?

Emocionais:

  • Cansaço físico e emocional excessivo: sente-se cansado e não consegue descansar em nenhum momento, “não aguenta mais”;
  • Alterações alimentares: perda ou aumento de apetite, podendo desenvolver distúrbios alimentares como compulsão alimentar, já que a pessoa pode comer mais para compensar a falta de algo;
  • Insônia: dificuldades para adormecer, acordar no meio da madrugada ou muito mais cedo que o habitual e sem nenhum sono, despertar várias vezes ou ter o sono agitado;
  • Dificuldade de concentração: falta de foco, leva mais tempo para fazer tarefas que antes eram simples, pois dispersa-se com facilidade, tem dificuldades para raciocinar e pode ter esquecimentos;
  • Apatia e desânimo: falta de vontade de fazer qualquer coisa, interagir com outras pessoas;
  • Medo: sente-se sempre ameaçado por alguma coisa ou que algo ruim vá acontecer;
  • Desesperança: sensação de que nada vai mudar, de que os problemas nunca vão se resolver, não vê saídas para determinadas situações.

Físicos:

  • Palpitações ou arritmia cardíaca;
  • Dores de cabeça com maior frequência ou com maior duração;
  • Dores e tensões musculares;
  • Perda ou ganho de peso repentino;
  • Queda de cabelo;
  • Falta de ar.

Quais os riscos para a saúde?

A Síndrome pode diminuir a imunidade, deixando o corpo mais suscetível a constipações, gripes, infeções e até pode agravar um caso de covid-19.

Outro problema da Síndrome é que, devido ao aumento de hormonas como a Adrenelina e o Cortisol, pode aumentar o risco de doenças cardíacas, aumentar a tensão arterial e o risco de AVC (Acidente Vascular Cerebral).

Quando procurar ajuda?

Se sentir que estes sintomas acima têm-se tornado cada vez mais frequentes, tem a sensação de que “não aguenta mais”, procure ajuda psicológica ou psiquiátrica, principalmente se já tem algum quadro de ansiedade, stress ou depressão.

Desta forma, o profissional de saúde poderá indicar o melhor tratamento e ajudar a recuperar o equilíbrio da saúde física e mental.

Em casos mais graves, poderá ser recomendada a internação.

O que fazer quando receber o diagnóstico?

Tente desacelerar.

Se trabalha por conta própria e não tiver como tirar férias, tente organizar seus horários, prezando sempre por ter algum tempo para descansar e relaxar a mente ou fazer pequenos intervalos durante o dia.

Pratique atividades físicas de leve a médio impacto, como yoga, caminhadas, dança e, principalmente, alongamentos, que irão ajudar a aliviar as tensões musculares.

Procure um hobbie. Actividades como artesanato, pintura, escrever, aprender a cantar ou tocar um instrumento musical, mas sem pressão ou cobranças de si mesmo. Estas actividades podem ajudar a tirar o foco das preocupações e vão trazer maior sensação de bem estar.

Faça um diário, escreva sobre o seu dia e seus sentimentos. Isto ajuda na compreensão do que está a sentir realmente e a olhar os problemas de fora.

Como evitar?

Faça actividades que proporcionem algum tipo de prazer.

Leia um livro, ouça suas músicas favoritas, pratique actividades físicas, saia com os amigos, assista um filme ou uma série, faça passeios que caibam no seu orçamento, etc.

Mantenha seu organismo regulado.

Tente dormir mais cedo ou sempre no mesmo horário e durma pelo menos 7h. Tenha uma alimentação equilibrada com verduras, frutas, legumes e grãos, deixe as guloseimas para o fim de semana.

Se tomar bebidas alcoólicas, beba com moderação. E se for fumador, tente diminuir ou até mesmo parar.

Cobre-se menos. Muitas vezes cobramo-nos demais para sermos sempre bons e melhores em tudo, numa busca quase incessante pela perfeição.

Nem sempre podemos ser SUPER o tempo todo, dê sempre o melhor de si, claro, mas aprender a reconhecer e compreender as próprias limitações é fundamental para mantermos a nossa sanidade mental e física.

São poucas as coisas que pode fazer para que tenha uma maior qualidade de vida e deve fazê-las de acordo com as suas possibilidades.

E uma recomendação importante, que se for possível para si, faça terapia.

Por mais que sinta que não precisa, todos temos questões internas que precisam ser resolvidas para que possamos ser melhores como seres humanos e nos relacionarmos com as outras pessoas.

Terapia não é coisa só de malucos, pelo contrário, é fundamental para prevenir que fiquemos malucos neste mundo que anda cada vez mais louco.

Hoje fico por aqui, mas espero que este texto ajude de alguma maneira alguém.

Um beijo bem grande!

Com amor,

Suzana F.

Suzana F.

Suzana F.

Suzana F. é mente aberta, observadora e crítica por natureza. Apaixonada por literatura, ama ler e escrever sobre sexo. 

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