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06 September, 2017 Banda sonora para sexo: o que escolher?

Ritmo para as ancas quando é mais preciso.

Seguramente já te deparaste em situações em que a outra pessoa insiste em colocar música de fundo para criar ambiente. Não sou fundamentalista nessa questão já que considero os gemidos música para os meus ouvidos. Convém, no entanto, estar precavido para um eventual “mete lá uma musiquinha a dar” para não se perder uma eternidade no Spotify ou no Youtube à procura da música certa para a ocasião.

Banda sonora para sexo: o que escolher?

Qual é a música mais adequada para servir de pano de fundo a uma sessão intensa de troca de fluídos?

NÃO FAÇO A MÍNIMA IDEIA!

O ideal será perguntar à outra pessoa o que é que ela quer ouvir, mas corremos o risco de estar prestes a foder com uma pessoa cujo gosto musical pertence a uma criança de dez anos. E quem é que quer foder a ouvir Anselmo Ralph? Muitas pessoas e esse é que é o problema. Eu conseguia concentrar-me com o Anselmo Ralph a dizer-me para não lhe tocar.

Os mais tradicionalistas jogam pelo seguro e optam por um Barry White ou uma merda qualquer cantada por um deslavado italiano ou espanhol. Um gajo da Margem vai insistir em pôr kizomba, no entanto, aquele duplo batuque típico deste género musical pode trazer alguns problemas de logística. Techno, house ou drum’n’bass é uma boa opção se queremos deixar a gaja tão dorida que cheira a carne assada no concelho vizinho. Esqueçam os nossos artistas mais clássicos como os Xutos ou os Clã, por exemplo. Quem é que consegue ficar calado a ouvir “O Home do Leme”? É meio caminho andado para se interromper a queca, cruzar os braços e transformar toda a situação num belo momento de karaoke. Música clássica? Alguém neste mundo alguma vez se conseguiu vir com Beethoven em fundo? 

Pesquisem por “music for sex” no Youtube. De nada.

Bendita internet e seus utilizadores que nos poupam a embaraços.

Boas fodas com ou sem música e até domingo.

Noé

Noé

Noé

Trintão miúdo de coração ao pé da boca. Perdido em fantasias concretizadas e concretizáveis apenas preso por amarras do anonimato. Relatos passados de opinião libertina é um santo pecador por excelência.

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