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24 December, 2018 Reativar o que tem de ser reativado - I e II

A cara dela ia mostrando satisfação mesmo com alguma dor...

Todos os longos relacionamentos têm de ter, obrigatoriamente, magia. Este caso até tinha o longo relacionamento mas precisava de uma reativação da magia que tanto faltava, que há tanto se encontrava perdida. A partilha de histórias e vivências do seu passado foram a alavanca para tal, mas que no fundo precisavam de se mimar, apreciar, acarinhar.

Reativar o que tem de ser reativado - I e II

- “Ana, vai para casa rapidamente, já estou a chegar!”
- “O que se passa Artur?”
- “Saudades de agarrar esse corpo!”

Foi assim que começou o regresso à actividade sexual do casal Artur e Ana. Um maridão e uma mulherzona de quarenta anos que depois do segundo filho acabaram por perder muito a sua actividade sexual e intimidade que tanto caracterizou aquela relação ao longo dos anos. 

A Ana, antes de ir para casa, passou pela escola dos miúdos e levou-os para os avós. Um clássico de quem deseja ter uma noite à antiga. O Artur, já em casa, preparou a sua melhor roupa para a noite que há tanto queria ter. Um blazer, uma gravata, umas calças escuras e uns sapatos que só usava nas reuniões do trabalho. “Estás bonitão, hein?”, pensa o Artur enquanto se olha no espelho à espera que a Ana chegue.

E esperou por ela sentado no sofá a ver um filme para maiores de idade. Ao seu lado estava ainda um ramo de rosas para lhe oferecer. Ela, ainda meio apardalada com a troca de sms, chegou a casa nervosa mas também cheia de uma fome que estava morta por saciada.

- “Olá, boa noite!”, disse ela.
- “Ora boa noite. Toma, isto é para ti. Prepara-te para sair. Veste a melhor roupa e aguardo-te no carro.”, atirou ele sem direito a retórica.
- “Sim, chefe!”, respondeu ela com um sorriso e ar de gozo.

Depois de aguardar uns esplendorosos quinze minutos pela Ana no carro, esta entra no carro dizendo:

- “Então, onde vamos?”

O Artur queria que aquela noite fosse uma noite especial. Uma noite como não tinham faz já algum tempo.

- “Vamos ao Zambi.”

O Zambi era o restaurante fino da cidade. Um grande e requintado espaço com vista para a baía onde os clientes eram tratados como reis. Nas paredes faziam parte da decoração grandes dentes de marfim, imagens de paisagens africanas, chifres de rinocerontes e mais objetos do género. O cardápio era todo ele mundial com especial atenção a pratos africanos.

- “Andamos a viver bem ui ui”, brincou ela com a situação.
- “Acho que merecemos.”, desabafou o Artur.
- “Sem dúvida!”

Toda a refeição foi feita com classe. Com momentos de sedução. A mão dela pousava na dele com um toque bastante subtil. Debaixo da mesa os pés dele roçavam-nos dela enquanto que na cara de ambos estampava um sorriso maroto.

- “Onde vamos a seguir?” questionou ela.
- “Estava a pensar em irmos beber um copo ao Cardoso.”

O Cardoso era um hotel na parte alta da cidade. Um antigo espaço de refugiados de guerra que foi restaurado e hoje é o mais bonito hotel da cidade. A verdade é que o Artur queria fazer daquela noite uma noite de restauro de uma relação cansada. No hotel, ao som de um jazz ao vivo, foram trocando histórias antigas da sua relação.

- “Lembraste quando fomos às Chocas? Saudades daquela praia. Saudades do sexo naquela praia. Não me posso esquecer que foi lá que abri a tua porta mais secreta.”, diz a Ana com um ar nostálgico.

Eram meados de verão e o calor estava abrasador. A Ana nunca tinha feito anal e queria deixar esse espaço para a pessoa mais especial da sua vida. Naquele verão eles tinham ficado noivos e depois do pedido, feito por ele, num cruzeiro no Índico, era a altura ideal para ele conquistar esse território.

Começou devagar a penetrar aquele generoso rabo. A cara dela ia mostrando satisfação mesmo com alguma dor. Cada penetração dada ia aumentando de intensidade. As penetrações foram tão intensas que daquele rabo saiu o sémen dele misturado com sangue.

- “Lembro-me sim. E do sexo no quarto-de-banho do avião?”

Não é todos os dias que se tem sexo num avião. Aliás, nem se anda de avião todos os dias. A verdade é que a viagem tinha a duração de dez horas e a fome deu-se ali bem cedo. Quando a hospedeira de bordo indicava as saídas de emergência, a Ana sussurrou ao ouvido do Artur que havia de haver festa a três.
A hospedeira era uma amiga de faculdade da Ana e ambas já tinham tido uma festa lésbica nas camaratas da faculdade. Bastou um pequeno convite à amiga para durante a viagem os três encontrarem-se num quarto-de-banho, e sim, em tão pouco espaço houve espaço para tudo. O que guarda a boa memória do Artur é um broche que as duas lhe fizeram de joelhos. A Ana, essa, guardava na memória os subtis toques nos mamilos que a amiga lhe tinha dado durante o voo.

- “Tenho saudades das fodas no teu carro!”

E que fodas que eram. O Artur tinha acabado de comprar um automóvel novo. A família tinha passado a ser a três e precisaram de trocar o comercial por um carro mais familiar. Na primeira noite, o carro tinha de deixar de ser novo e decidiram dar uma volta numa serra perto de casa. Nem o carro, nem a serra foram os mesmos. Com a Ana sempre de quatro, cada pancada ia deixando-a com mais vontade de receber a próxima. O pénis dele suava e ia entrando com cada vez mais força e intensidade numa vagina que já não fodia há muito, devido a viagens empresariais que ele fazia. Os cabelos dela iam sendo puxados com força para levar a cabeça daquela que, para ele, na intimidade, era a melhor puta. 

Tinha sido uma noite de sexo bruto onde as nádegas dela ficavam marcadas pelas mãos dele a cada palmada. Depois de bancos de trás suados, bancos da frente encharcados, o capô do carro finalizou uma tenra noite de sexo que só terminou quando ela engoliu cada bocado de sémen dele.

- “Não me esqueço quando fomos apanhados a foder pelos meus pais.”

Nem todas as histórias têm um final feliz. A Ana e o Artur tinham começado a ter as primeiras noites de sexo quando se tinham conhecido na faculdade. O sexo era diário e muitas vezes era feito em sítios arriscados. Nas casas dos pais dos respetivos. Em sítios públicos. No cinema. Por aí. 

Certa noite a fome era tanta que o Artur decidiu trepar a varanda da Ana e surpreendê-la nos seus lençóis. Mas quando, já todo nu, fazia a sua língua ganhar vida e “minetar” a vagina da namorada, o pai da Ana decidiu entrar e surpreendê-los sem grande vontade. O sexo tinha ficado por ali, mas para a Ana estava aos poucos a ser, definitivamente, conquistada por aquele homem. E porquê?, perguntam vocês. Porque a língua dele era a melhor.

Depois de mais de uma hora a partilhar histórias de bom sexo, o Artur disse:

- “Vamos foder?”

ReativarII

PARTE II

Depois de uma longa noite a reviver momentos do passado o Artur quis mimar a sua mulher com uma surpresa, algo que há anos que não faziam pois quando se é pai de filhos há que fazer decisões como por exemplo: “Deixá-los na casa dos meus ou dos teus pais?”

Será que vão cair na monotonia novamente ou será que isto era a reviravolta no relacionamento que tanto necessitavam?

Que sexo que ali se avizinhava!

A vontade e fome era tanta que a Ana escorria pelas pernas como faz tempo que não escorria. O Artur apressou-se em reservar e a pagar uma suite com vista para a cidade e para a baía. Uma suite luxuosa que acompanhava com boa bebida de receção de boas vindas e lembranças do hotel para os clientes.

O sexo ali seria fundamental, mas o conforto que ambos teriam naquele espaço seria deveras notório. As paredes do quarto eram semelhantes às do hotel com cornos de rinoceronte, marfim, peles de animais. O quarto tinha um grande espelho para a cama que fazia daquele espaço um reflexo deles próprios. A cama, essa, era grande. Era monstruosa. Era muito semelhante àquela que tinham comprado para uma primeira casa onde viveram. O chão, esse, era de pedra. Era tudo bastante diferente do normal mas bom, muito bom.

Ela delirou com o jacuzzi e imaginou-o a fodê-la de todas as formas e ângulos. A Ana quis que o Artur lhe retirasse lentamente a lingerie que ela delicadamente escolheu para a noite. Ela ainda lhe exigiu que ele tentasse usar apenas os dentes, que usasse o mínimo possível as suas mãos. Ela, com tanta entrega quanto ele, ficava cada vez mais desejosa, mas guardou o jacuzzi para depois dos preliminares. Ela queria reviver o rei dos minetes com a sua língua a trabalhar melhor que nunca no meio das pernas dela. Bastaram poucos movimentos da sua língua para ela se vir na boca dele. Logo após, preferiu ela mover as suas ancas. As mãos dela agarravam fortemente nos seus cabelos encaracolados.

Ele delirou com o sofá e imaginou-a de quatro sobre as grandes almofadas. Imaginou-a a ser penetrada ao máximo tanto na saborosa vagina como no desejoso ânus. Assim foi. Tudo começou com ela a caminhar para o sofá, o que deixou o Artur com vontade de agarrar-se àqueles ossinhos todos. Ela, como sabia seduzir e de que maneira, abanou as suas nádegas e apontou-as para ele. Isto tudo, a colocar-se de quatro só para ele. Ele nem demorou. Aproximou-se, agarrou-se a ela e a sua vontade foi tanta que soltou um grito gigante de prazer.
A suite era composta por uma grande varanda que também chamava por bom sexo. Talvez um sexo mais romântico pelas tochas de fogo que estavam acesas e ao som suave e lento do jazz que ainda se conseguia ouvir soar do hotel. O sexo ali, sem dúvida, que foi mais ponderado e mais chamativo. Foi o culminar de toda aquela noite. Ela tinha recusado anal no sofá mas tinha-o guardado para ali. Agarrou a mão dele, puxou do dedo mais grosso e colocou-o dentro do seu ânus. Logo após esse ato aproximou-se do ouvido dele e disse: “Marido, fura-me!”

O Artur deitou-a e com os seus fortes braços levantou o seu corpo e penetrou-a assim. As longas pernas dela sobrepunham-se aos ombros dele e o seu pénis ia-a furando aos poucos. Aos poucos como já não fazia talvez desde a noite que tinham recordado. Um sexo anal tão saboroso, misturado com romantismo, misturado com o fim da fome, misturando com tudo de bom que ambos precisavam.

Ali o Artur e a Ana colocaram um ponto final numa vida com rotina de merda e pouco sexo. Deixaram para trás o que de mal tinha aquela relação e fizeram regressar a boa energia que durante anos, desde o namoro até ao surgimento dos filhos, caraterizou aquele casal.

Alexa

Alexa

Uma mulher com imaginação para dar e vender.
Sempre gostei de escrever, mas coisas eróticas... isso gosto mais. Levar um homem à loucura através de palavras e da sua própria imaginação. Como adoro...

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