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17 April, 2021 A planta e o animal de estimação

Se ambos conseguirem sobreviver a ti, estás preparado para vir a ter uma relação.

No meu grupo de amizades, existem algumas coisas que foram escritas e ditas no passado que eu acho que deveriam ser reescritas e actualizadas. São coisas que fizeram sentido um dia, mas que, com a experiência colectiva, poderiam ser já vistas nos tempo de hoje como algo pouco funcional.

A planta e o animal de estimação

Os americanos utilizam muito isto...

As frases são as seguintes:

  1.  No primeiro ano, arranja uma planta.
  2. No segundo ano, arranja um animal de estimação.

Se ambos conseguirem sobreviver a ti, então estás preparado para vir a ter uma relação.

A minha resposta automática e em bom som ao responder a isto quando o ouço é a seguinte:

"Exacto! Depois, no terceiro ano, estás tão carente que te enfias numa relação qualquer e mesmo que venha a ser tóxica, não consegues sair dela porque não queres passar pela solidão dos dois anos anteriores."

As opiniões dividem-se e cria-se uma atmosfera de admiração por mim ou de ressentimentos por mim. Mas mais de admiração porque eu desafio todo um sistema de crenças e trago liberdade às pessoas.

Isto é algo que foi escrito ou dito por alguém há mais de 30 anos e que pegou moda e ainda é muito usado nos dias de hoje.
Para mim, é mais uma daquelas coisas que foi feita para criar culpa e vergonha.

SET YOU UP TO FAIL!

O conceito disto é aprender a cuidar, criar bases primárias.

É certo que quando é muito precoce o relacionamento, há logo uma tendência da pessoa se isolar na relação. Isto pode ser perigoso. É um facto!

Isto é uma forma de sugerir dois anos para que a pessoa possa se reconstruir.

Eu sou mais da opinião de que o ser humano pode-se desconstruir e reconstruir durante toda a sua vida. A isto costumo chamar de reinvenção, crescimento e arriscar.
Também acho que se deve dizer às pessoas para elas experimentarem sentimentos.
Experimentar relacionar-se com o sexo oposto, ter sexo, ter sentimentos.

A solidão é algo muito duro de se passar, e o ser humano tem carências afectivas e necessidades básicas.
A supressão dessas necessidades e de se poder relacionar com o sexo oposto pode, muitas vezes, levar a uma entrega excessiva, sem limites, quando finalmente está numa relação.

O medo de poder a vir ficar sozinho novamente pode fazer com que a pessoa se anule na relação, baixando-lhe assim a auto estima, não a permitindo arranjar skills nos relacionamentos.

Uma planta e um animal de estimação não falam e não trazem os desafios que normalmente um outro ser humano trás.

O experimentar relacionar-se com o sexo oposto trás ferramentas necessárias à evolução, adaptação, rendição, e aceitação tantos dos outros como de nós mesmos.
Só experimentado é que se vai saber o grau de dificuldade que se tem e aí ter a oportunidade de pedir ajuda para se lidar com isso.

Só experimentado sentimentos é que o ser humano poderá vir a ter um maior conhecimento dele mesmo.
Estar mais consciente dos seus sentimentos e dos sentimentos que mais o magoam ou o fazem feliz.
Easy does it...

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