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07 März, 2024 Dá-me!

Dá-me um beijinho, dá...

Armando Sarilhos Da me 0 capa

Dá-me um beijinho, dá
com a tua boquinha de azeite

Armando Sarilhos Da me 1

Língua afiada de lava
no meu pau inflamado de leite

Armando Sarilhos Da me 2

Dá-me as maminhas, dá
tuas dunas de salmão gordo

Armando Sarilhos Da me 3

Teus biquinhos tanto arrepiam
que eu lambo, tricoto e mordo

Armando Sarilhos Da me 4

Dá-me a rachinha, dá
tua cona de sabão e mel

Armando Sarilhos Da me 5

Pingo doce que alaga a boca
receita de pantagruel

Armando Sarilhos Da me 6

Dá-me o rabinho, dá
ermo sujo de chaminé

Armando Sarilhos Da me 7

Que eu meto para tirar a limpo
e tiro com cor de café

Armando Sarilhos Da me 8

Dá à perninha, dá
foge da grossa seringa

Armando Sarilhos Da me 9

Que eu hei-de seguir-te à pressa
até que te corras linda

Armando Sarilhos Da me 10

Dá-me um carinho, dá
carícia de sova e mão

Armando Sarilhos Da me 11

Permite-me que dispare em ti
as guerras do meu canhão

Armando Sarilhos Da me 12

Dá-me o prazer, enfim
da tua fatal companhia

Armando Sarilhos Da me 13

E deixa-me morrer assim
no orgasmo que te anuncia

Armando Sarilhos Da me 14

FIM

Armando Sarilhos

Armando Sarilhos

Armando Sarilhos

O cérebro é o órgão sexual mais poderoso do ser humano. É nele que tudo começa: os nossos desejos, as nossas fantasias, os nossos devaneios. Por isso me atiro às histórias como me atiro ao sexo: de cabeça.

Na escrita é a mente que viaja, mas a resposta física é real. Assim como no sexo, tudo é animal, mas com ciência. Aqui só com palavras. Mas com a mesma tesão.

Críticas, sugestões para contos ou outras, contactar: armando.sarilhos.xx@gmail.com

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