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26 Juli, 2021 Descanso merecido - Parte I

Abro as minhas pernas o máximo que consigo...

Faz tempo que não temos um tempinho reservado apenas para nós. Noites de sexo rápido e oprimido de grandes barulhos de forma a que os miúdos não acordem.

Descanso merecido - Parte I

Já não me recordo da última vez que estivemos juntos sozinhos, sem as pestinhas por perto. O Duarte tem três anos e o Afonso tem cinco anos. O nível de romantismo entre mim e o Rodrigo tem vindo a diminuir visto que tanto a nossa rotina como vida roda em volta dos nossos dois pequenos.

Em Dezembro, enquanto os miúdos correm de um lado para o outro a brincarem com os brinquedos novos converso com a minha cunhada.

- Sinto-me presa. – digo-lhe.

- Então, mas o que se passa? – pergunta-me enquanto me dá mais um copo de vinho.

- Oh, sabes como é... Falta-me aquele momento só meu ou nosso... E o teu irmão parece que já não sente o mesmo desejo…

- Ó Sofia, mas se quiseres eu fico-te com os miúdos uns dias. Sabes que não tens problemas com isso.

Fico um pouco reticente, pois por mais que eu queira, não me sinto bem em deixa-los em casa da minha cunhada - sinto que estou a ser egoísta, apenas a pensar no meu bem estar. Bebo um pouco do meu vinho.

- Sofia … – diz-me colocando a mão sobre o meu joelho – A família está cá para isso. Não tenhas problemas. Queres que eu fale com o meu irmão?

- Não sejas tola. – digo e novamente dou mais um gole no meu copo de vinho.

- Sinto que não estás bem…

Assim que a Gloria acaba de dizer aquilo o Rodrigo aparece na cozinha.

- Então, o que estão as meninas a cochichar?

Eu fito o copo de vinho que seguro com ambas as mãos e a Gloria é que lhe responde.

- Nada que te interesse. – ri-se.

Ele pega e abre o frigorífico, retira uns quantos cubos de gelo e volta para a sala. Eu e a Glória entreolhamo-nos e ficamos mais um pouco à conversa.

A noite termina pouco depois, visto que os miúdos estavam pedrados de sono.

- Amanhã, o almoço é aqui outra vez, ouviste? – diz-me a Glória enquanto me despeço dela.

Já de regresso a casa mal falamos no carro, pois não queríamos acordar os pequenos.  Rodrigo pergunta-me:

- Estás bem?

Eu estava no meu mundinho a pensar na conversa que tinha tido com a Glória, olhando para o céu estrelado à medida que o carro andava na auto-estrada. Ao ver que não lhe respondo, o Rodrigo chama-me de volta à realidade ao colocar a sua mão no meu joelho:

- Estás bem, querida?

- Sim, claro. Porque não haveria de estar?

- Estás tão calada… O que foi que a minha mãe fez desta vez?

- Deixa-te de coisas… – rio-me.

Ele pega na minha mão e encaminha-a até aos seus lábios para me dar um beijo com carinho.

- Sabes que me podes dizer.

- Sim, sei.

Quando chegamos a casa, depois de deitar as pestes, estamos já ambos no nosso quarto. O Rodrigo está a mudar de roupa enquanto eu estou sentada na cama. Despindo-me sem qualquer tipo de pressa. Não me apercebo do Rodrigo sair da casa-de-banho do nosso quarto e se encaminhar para a cama. Vindo por detrás de mim, envolve-me num abraço e diz-me olhando com um olhar preocupado:

- Sofia, que tens? Não me digas que estás mal disposta? Não bebeste assim tanto desta vez – ri-se.

- Não sejas parvo.

Afasta-me o cabelo e dá-me pequenos beijos, primeiro no pescoço e depois ao longo do ombro.

- Estou preocupado contigo. Fala comigo.

Deixo escapar um suspiro, tentando arranjar coragem de abordar o tema.

- Nunca mais estivemos sozinhos... Termos um tempinho só nosso.

- Ó meu amor, não digas mais! – diz-me com um sorriso – Eu tratarei de tudo. Até vais ficar parva!

Recheia-me de beijos ao longo da face até terminar num beijo apaixonado. Deixo-me rir.

Passou-se o ano e continuo à espera do que o Rodrigo me tinha prometido. Janeiro, Fevereiro, até que chegamos a Março.

Nunca mais me irei esquecer de ser quinta-feira e o Rodrigo ao jantar dizer, tanto a mim como aos miúdos:

- Quem vai passar um fim-de-semana bom com a tia? Quem vai?

Os miúdos gritam de alegria! O Duarte pergunta-lhe:

- Vamos mesmo papá?

O Rodrigo deixa-se rir e acena-lhe com a cabeça:

- Sim, a tia vai amanhã buscá-los à escola. Passam o fim-de-semana com ela e…

- E? – pergunta o Afonso todo entusiasmado.

- E se se portarem bem, a tia deixa-vos na escolinha na segunda-feira. Que me dizem?

- SIM! – gritam em uníssono.

Coloco-me por detrás do Rodrigo e deposito-lhe um beijo na face.

- Podias-me ter avisado antes.

- Era surpresa. – diz-me num tom baixo, para depois me dar um beijo leve nos lábios – Espero que gostes.

- Amei!

Mal eu podia esperar pelo dia seguinte. Estava tão empolgada quanto as crianças.

Após terminarmos o jantar, enquanto o Rodrigo arrumava a cozinha, eu fui arrumar as malas dos miúdos. Dançava ao longo do quarto enquanto já sentia o sabor daqueles dias de férias...

(Continua...)

Alexa

Alexa

Uma mulher com imaginação para dar e vender.
Sempre gostei de escrever, mas coisas eróticas... isso gosto mais. Levar um homem à loucura através de palavras e da sua própria imaginação. Como adoro...

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