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29 August, 2025 Mentes Conetadas: Como reduzir o estigma associado ao Trabalho Sexual

Trabalho Sexual não define o valor de uma pessoa, mas ainda alimenta preconceitos.

Este é um assunto que afeta muitxs trabalhadorxs do sexo, que vivem diariamente com o peso do estigma devido à atividade que exercem. Mas como é que podem mudar as coisas? Há um caminho, mas é essencial mudar mentalidades.

Mentes Conetadas: Como reduzir o estigma associado ao Trabalho Sexual

 

“Como pode a sociedade reduzir o estigma associado ao Trabalho Sexual para sermos tratadxs com o mesmo respeito que existe noutras profissões?”

Olá,

O estigma social associado ao Trabalho Sexual continua a ser uma barreira profunda à dignidade, aos direitos humanos e ao bem-estar das pessoas que exercem esta atividade em Portugal.

Enraizado em normas morais, religiosas e culturais, este estigma alimenta a exclusão, a violência e a negação de direitos básicos, como o acesso à saúde, à justiça e à proteção social.

Para que xs trabalhadorxs do sexo sejam tratadxs com o mesmo respeito que qualquer outrx profissional, é urgente repensar a forma como a sociedade portuguesa encara o Trabalho Sexual.

Educar para humanizar

A mudança começa na forma como falamos e pensamos sobre o Trabalho Sexual. A educação pública desempenha um papel central na desconstrução de preconceitos.

Campanhas de sensibilização que mostrem a diversidade de experiências e motivações dxs trabalhadorxs do sexo podem ajudar a quebrar estereótipos redutores.

Muitas pessoas ainda associam o Trabalho Sexual exclusivamente à exploração ou à marginalidade, ignorando que, para muitxs, esta é uma escolha consciente, uma forma de sustento ou até uma expressão de autonomia.

A linguagem é uma ferramenta poderosa. Termos pejorativos e desumanizantes perpetuam a ideia de que estas pessoas são menos dignas de respeito.

Promover uma linguagem neutra e respeitosa nos meios de comunicação, nas instituições e no discurso público, é um passo essencial para mudar mentalidades.

Além disso, incluir a temática do Trabalho Sexual em programas educativos, com uma abordagem baseada em direitos humanos, pode preparar as novas gerações para uma visão mais empática e informada.

Reformar a lei, proteger direitos

Em Portugal, o Trabalho Sexual em si não é criminalizado, mas o enquadramento legal permanece ambíguo e, por vezes, contraditório.

A criminalização de terceiros (como quem facilita ou organiza o Trabalho Sexual) pode, na prática, empurrar xs trabalhadorxs para contextos de maior vulnerabilidade, onde o acesso à proteção legal é limitado.

A ausência de regulamentação clara contribui para a invisibilidade e para a perpetuação do estigma.

Descriminalizar plenamente o Trabalho Sexual e criar um enquadramento legal que reconheça esta atividade como uma forma legítima de trabalho, seria um passo decisivo.

Isso permitiria aos profissionais do sexo aceder a direitos laborais, segurança social e proteção contra abusos, tal como acontece com qualquer outro profissional.

Além disso, é fundamental formar profissionais de saúde, forças de segurança e assistentes sociais para que atuem sem preconceitos, garantindo um atendimento digno e seguro.

Dar voz a quem vive a realidade

Nenhuma política será eficaz se não incluir as vozes dxs próprixs trabalhadorxs do sexo. São elxs que conhecem, na pele, os desafios, as violências e as estratégias de sobrevivência.

Projetos participativos, onde estas pessoas possam contribuir para a criação de soluções, são essenciais para garantir que as intervenções sejam realistas, eficazes e respeitadoras da sua autonomia.

O apoio entre pares também tem mostrado ser uma ferramenta poderosa. Grupos de apoio e redes de solidariedade ajudam a combater o isolamento, fortalecem a autoestima e promovem a resiliência.

Estes espaços permitem partilhar experiências, estratégias de proteção e, sobretudo, reforçar a ideia de que ninguém está sozinhx.

Uma sociedade mais justa começa pelo respeito

Reduzir o estigma do Trabalho Sexual em Portugal, exige coragem política, empatia social e compromisso com os direitos humanos.

Através da educação, da reforma legal e da valorização das vozes dxs trabalhadorxs, é possível construir uma sociedade mais justa, onde todas as pessoas, independentemente da sua ocupação, sejam tratadas com respeito e dignidade.

O Trabalho Sexual não define o valor de uma pessoa, mas a forma como a sociedade trata quem o exerce diz muito sobre os seus valores.

Mentes Conectadas

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