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04 outubro, 2016 Cristina. Mulher. Menina. Tudo menos santa.

A ternura dos 40.

Num apartamento perdido na linha de Sintra. Não sabia o número do andar, nem o prédio, pois saí cheio de pressa logo após um SMS a dizer “estás à espera do quê?”. Vamos recuar um pouco, até ao dia que conheci a Cristina, amiga de amigos.

Cristina. Mulher. Menina. Tudo menos santa.

Noite de bairro, de copo na mão, de vaguear de bar em bar pelo meio da confusão. Sou apresentado a uma mulher feita de 30 anos no corpo, 20 na cara e 41 no cartão do cidadão. Cristina. Super simpática, uma alegria de ser e de estar que nos seduz ao primeiro olhar, mas não de uma forma sensual, quase como se ficássemos enamorados por ela naquele momento. Falámos, rimos e olhámos. Ela desviava um cabelo castanho claro perfeito da cara e eu fitava-a de copo nos lábios a sorrir entre dentes e com o meu pensamento a ganhar tons mais suados do que os iniciais. Acho que ela notou. Sim, notou. “Velha sabida” - como me disse mais tarde.

“Queres tocar? Estás a olhar há tanto tempo que mais vale…” - e coloca a minha mão no peito dela. Fiquei sem saber o que dizer, o que fazer e o que sentir. Só sei uma coisa: era firme. Aquele tamanho ideal. Fomos para o Jamaica todos em grupo e por entre segredos ao ouvido e toques suspeitos de mãos no pescoço e no rosto, sou brindado com um “vou ter com um amigo meu ali a outro sítio…”. Não insisto. Não sou desses. Nunca fui. Mas custa sempre ouvir, certo? SMS. “Pedi o teu número ao nosso amigo ;) “. Sorri. Mas não respondi, meio amuado com a cena do “amigo”.

Passam-se dias e não pensei nela, por julgar ser mais uma cara bonita que me passou pelos olhos e, por uns breves instantes, pela mente. Não vale a pena ficar a matutar nestes encontros fortuitos, dado que muitas vezes não passam disso mesmo: algo que nos entra na mente naquele momento e sai pela masturbação no final de noite a sós. Por entre conversas banais de chats e emails, a conversa vai ter a “eu não sei passar a ferro, Cristina”. Não sei como foi dar a esse tema, mas sei o que ouvi a seguir: “tenho roupa para passar…”.

“Não sei passar a ferro, Cristina. Mas posso tentar! - digo via SMS.
“Estás à espera do quê?" - responde, minutos depois.

Arranquei rápido. Pego no carro e começo a reviver mentalmente aquela noite, o sorriso, o corpo escondido por detrás das jeans e do top revelador. E assim que parei na rua que ela me disse, percebo que não sabia nem número do prédio e nem andar. Merda. Vejo os SMS e não encontro nada. Será que ela me disse? E agora se vou ligar, o que é que ela vai pensar? Foda-se.

“Estou? Sou eu (risos)... olha… desculpa lá, mas eu não me recordo do teu andar ou sequer do prédio…”
“É normal. Eu não te disse ainda. Esqueci-me…”
“Ahhhhhhhhhhhhh, eu não sou maluco, afinal!
“Sobe… rápido….”

A entrada à filme direita a ela devia ser digna de registo em vídeo. Como ela era pequena, saltou para o meu colo e entrelaçou as pernas na minha cintura e a língua na minha. Aquele beijo com gemido e a avisar os teus sentidos que estás prestes a foder uma gaja a pingar de desejo por ti. Tiramos a roupa um ao outro e tudo nela era como imaginava, pois esta quarentona fez um acordo com o Diabo (e tinha-no no corpo). Para ela, ser desejada por um homem quase 8 anos mais novo ainda a deixava mais molhada e começa-se a tocar sentada no sofá. Desaperta-me as calças e mete-o logo na boca, meio sôfrega, como se precisasse de o ter ali para conseguir viver. Gajas que se tocam enquanto fazem broches são a minha perdição. E também quando se viram de quatro e olham pelo ombro a dizer “rebenta-me toda… por favor…”. E foi o que a Cristina fez. Benditos 41 anos de experiência naquele cu fantástico que meneava a cada investida, totalmente empinado no ângulo certo e que um homem consegue meter até ao fundo. Tem de ser à bruta. Tem de ser. Afogo-a com a cabeça no sofá, torço-lhe um braço e dei tudo o que consegui dar de mim até ela me empurrar para longe, virar-se e esfregar-se toda até se vir na minha cara. A Cristina não é parva: sabia que se eu continuasse, ia vir-me antes dela e não quis correr riscos. Riu-se. Lambeu os dedos e tocou levamente na cona a dizer “quero mais…”. Agora não me contive. Pernas abertas e não pensei se ela estava a gostar ou não, pois foi até me vir todo dentro dela e a deixar a pingar de esporra para o chão.

“Finalmente…” - diz.
“Ontem já era tarde para isto…” - digo.

Ofegantes e nus no sofá, fico perto dela.

“Estás pronto para mais…?” - oiço.
“Posso ter 5 minutos para recuperar?” - respondo.

Benditas quarentonas que não deixam um miúdo dormir.

Até domingo e boas fodas.

Noé

Noé

Trintão miúdo de coração ao pé da boca. Perdido em fantasias concretizadas e concretizáveis apenas preso por amarras do anonimato. Relatos passados de opinião libertina é um santo pecador por excelência.

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