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20 janvier, 2022 O patrão e a empregada - Parte VIII

A circulatura do triângulo...

Quando, em resposta, a beijava cheio de ternura, sem acreditar na sorte de ter uma mulher completa, que me satisfazia de todas as maneiras que já tinha imaginado, soube que a nova Aurora não pensava ainda contentar-se com os seus limites... Não, queria ir ainda mais longe. Foi quando percebi que o maior talento dela não era deixar-me de pau levantado: era deixar-me de queixo caído!

O patrão e a empregada - Parte VIII

Às vezes há coisas que nos apanham desprevenidos e a solicitação de Aurora, mais uma vez, teve esse efeito em mim. Parecia ser da sua natureza confundir os homens; ou talvez fosse só eu...

Depois de tanto tempo para a fazer chegar à derradeira entrega do prazer, era agora uma mulher libertada e mais faminta do que nunca. Não lhe chegava já, portanto, um caralho na cona ou um caralho no cu, aternativas em aberto para um único protagonista. Não, queria o melhor de dois mundos, dois tarolos enfiados ao mesmo tempo nos seus orifícios desenfreados.

A não ser que, por uma anomalia biológica, me nascesse um segundo caralho do dia para a noite, isso queria dizer que a ideia de Aurora incluía necessariamente um novo personagem na nossa história...

Sinceramente, não sabia o que pensar sobre isso. Apenas a tinha conquistado e muitas vezes sentia que a queria só para mim. Agora era ela, por sua iniciativa, que solicitava abrirmos os nossos devaneios a outra pessoa.

Enquanto íamos discutindo o assunto, que ela insistia em não deixar esquecer, as rotinas na casa continuavam ao rubro, com a temperatura constantemente a subir de nível.

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Continuávamos a apalpar-nos, a despir-nos e a masturbar-nos a qualquer hora e em qualquer lugar, fosse onde fosse que nos cruzássemos pelos corredores. Isso redundava, quase sempre, numa fodenga total, com esguichos de sumos mútuos a escorrer pelas paredes.

O cu de Aurora era a especiaria mais recente, de maneiras que era por aí que íamos quando o desejo nos incendiava. Passada uma semana, ela dava o rabo como uma profissional. Tinha um cu elástico que se distendia como uma tripa e onde qualquer narça podia almejar a felicidade.

Gostava que a enrabasse com força e, se às vezes as coisas redundavam em episódios rítmicos mais extremos, ela não só não se queixava como me impelia a trespassá-la ainda com mais vigor. Eu andava com os tomates assados da força com que lhe batiam nas nalgas, que por sua vez avermelhavam depois de cada uma destas sessões.

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Mas quando nos lavávamos (adorávamos ver-nos a esfregar os respectivos sexos depois de nos comermos), ela trazia de volta o fantasma que me assombrava:

- Foi muito bom, mas não te esqueças do que prometeste.

Tecnicamente, eu não tinha prometido nada, mas ela assumira-o e as coisas tinham ficado assim. Para ela, estava-lhe a dever uma, e quanto mais depressa lhe trouxesse o que ela me pedia, mais cedo podíamos voltar à nossa normalidade, fosse ela qual fosse ou no que quer que se fosse transformar.

Decidi-me, portanto, em fazer isso mesmo e depois de pensar uns minutos lembrei-me do meu amigo Artur. Não nos víamos há uns bons anos, apesar de vivermos na mesma cidade. Foi o meu parceiro juvenil de aventuras, dos primeiros engates, das primeiras experiências.

Lembrei-me dele porque na altura falámos na hipótese de fodermos os dois a mesma gaja. O projecto não chegara a ser levado à prática, mas agora que voltava a precisar de um parceiro para esse mesmo efeito, logicamente, foi o primeiro nome que me veio à cabeça.

Acabei por lhe ligar uma noite e, depois de pormos a conversa em dia, convidei-o para jantar sem lhe explicar nada dos meus planos. Não sabia em que tipo de pessoa se tornara pelos anos e não queria assustá-lo desnecessariamente. Quando ele estivesse connosco, depois de umas garrafas de vinho e as gargalhadas da praxe, logo se veria se o momento era certo ou não, e se ele estaria ou não disposto a participar no nosso plano.

E foi exactamente assim que aconteceu. Artur chegou abraçado a duas garrafas, sempre duas garrafas, porque nunca conseguia decidir entre Douro e Alentejo. A memória dessa particularidade, esquecida e relembrada pela sua espontaneidade, teve o condão de nos reaproximar de imediato. Com toda a facilidade, era como se a vida nunca nos tivesse separado.

Depois de um serão animado, com muitas histórias e os níveis de descontração sempre a subir, na medida também do  grau alcoólico, por volta da meia-noite decidi que era hora de dar o tom que procurávamos. Levantei-me da mesa e sentei-me perto de Aurora, que se havia instalado no sofá. Depois, simplesmente, levantei-lhe a saia. Assim mesmo, sem nenhum tipo de pré-aviso, como se fosse a coisa mais natural do mundo.

De início Artur só levantou a sobrancelha, como se tudo não passasse de uma brincadeira, uma marotice adolescente movida pelo álcool e pela alegria que se instalara entre todos.

Mas mudou de cor quando comecei a puxar as cuecas da minha amante para baixo e a fiz levantar as pernas, deixando expostos, à vista dos machos, os recantos secretos das suas partes íntimas...

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Só depois de lhe massajar bem a racha voltei a olhar para o meu amigo, que estava perplexo e ao mesmo tempo hipnotizado. Já não desviava os olhos da cona de Aurora, que se apresentava ao estranho como habitualmente me procurava, de lábios entreabertos, sempre a convidar...

Artur levantou-se da mesa num salto, mas já não soube o que fazer a seguir.

Por muito moderno que um homem possa ser, ninguém assiste placidamente a um filme destes sem acusar o toque. O que mais parecia chocá-lo era a forma como eu a tratava, a displicência, a facilidade com que invadia a intimidade daquela jovem mulher que, tanto quanto ele sabia, não passava da minha mulher-a-dias. Uma mulher-a-dias que parecia uma frágil figura de porcelana e cheirava a sexo!

Ele viu o que na verdade aconteceu. Eu não lhe perguntei nada, não lhe pedi permissão para nada, simplesmente a pus nua à frente das visitas. E Aurora não disse nada, não esboçou um protesto, pelo contrário, submissamente sujeitou-se a todas as minhas transgressões.

Como Artur permanecia hesitante, levantei a camisola dela e, sempre à frente dele, comecei a apalpar-lhe as mamas por cima do soutien. 

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Aurora gemia, mas não de olhos semi-cerrados, como era seu costume. Não, hoje fazia-o olhando directamente para os olhos do do homem que mal conhecia e que, por sua vez, não lhe conseguia tirar os olhos de cima.

E aí, ele percebeu finalmente que o que estava em cima da mesa ou, neste caso, no sofá, não era um elaborado esquema para o confundir: era apenas um convite...

Um convite para entrar na acção!

E, finalmente, sentiu coragem para se sentar junto a nós, no lado oposto do sofá, deixando o pequeno corpo de Aurora no meio de ambos. Nessa altura, as minhas mãos despiam-na abruptamente, reforçando a ideia de que, para benefício do nosso convidado, ela estava ali para o que nos apetecesse.

Era ela que queria, mas éramos nós que mandávamos. Não tínhamos planeado esta regra, mas foi assim que organicamente ela se instaurou.

Trinta segundos depois, passadas as instintivas trocas de olhares, depois de nos cheirarmos todos uns aos outros, os dados estavam lançados. Já ambos metíamos a mão na cona ardente de Aurora e lhe dedilhávamos a fenda e o olho do cu, ao mesmo tempo que a beijávamos e, com a mão livre, a apalpávamos por todas as extensões do corpo...

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Com toda a naturalidade sugerida pelo trabalho que tínhamos em mãos, rapidamente nos vimos os três nus. Aurora, de pé, batia-nos uma punheta em estereofonia. Artur, que aí já tinha perdido a vergonha, grunhia como um morcego que viu a luz.

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Aurora estava nas nuvens. Os seus braços eram asas que nos faziam voar a nós. Agarrava nas piças como quem se segura a elas para não ser levada pelo vento e, quanto mais as apertava, mais nos sentíamos a trespassar a última camada de atmosfera antes de chegar ao espaço sideral!

Já antes a considerava uma deusa. Agora via-a a presidir o Olimpo, com as mamas de fora e a cona inchada de tão fodida, adorada por multidões de fiéis!

Petisquei a minha dose de mulheres, comi muito na tasca e muito no gourmet, mas nunca me tinha deparado com um exemplar tão nitidamente criado, na esfera sexual, para degustar e ser degustado, tirando tanto prazer duma coisa como da outra.

A ideia de ser comida por dois homens devia ser, realmente, uma fantasia bem enterrada nela, pois o seu ar de felicidade era óbvio e a sua dedicação inquestionável.

Com as coisas nestes termos, com o pau a querer libertar-se do caule para esvoaçar pelo além, só me apetecia enfiar-lho no cu. Mas, antes de passar ao objectivo final, Aurora tinha curiosidades. E depois de vencido o preconceito comum de vermos os respectivos caralhos a roçarem um no outro, conseguiu enfiar ambos na boca ao mesmo tempo. Um daqueles números artísticos que deixa uma mulher a rir-se, mesmo que não queira, durante semanas a fio...

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Tinha pensado muito sobre o que sentiria quando a visse entregar-se a outro na minha presença. Sentira ciúmes insanos. Lutara contra a ideia. Mas agora que me via na situação, que ainda me parecia irreal, sentia uma tesão capaz de entupir um tubo de escape! Queria enfiar-me nela urgentemente!

Deixei-a entretida com o pau alheio e virei-a de nalgas, a jeito de empalar aquele cu, que estava mesmo a pedi-las. Enrabei-a como se não houvesse amanhã, de tal forma que, contrariamente ao habitual, lhe doeu um pouco.

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Já conhecia toda a sua gama de gemidos e sabia distinguir as diferentes nuances do seu ardor. Podia ser a putéfia desvairada, a solteira emancipada, a religiosa púdica ou a rapariga tímida que veio do campo e, chegada à cidade, descobriu que havia caralhos capazes de fazer dói-dói. Era o caso.

Aurora era assim, várias mulheres numa só, o que me fazia adorá-la, igualmente, de várias maneiras.

Mesmo agora, que a via com o caralho de outro homem na mão, a manuseá-lo como uma virgem a dar à manivela, queria que o momento durasse para sempre e a pudesse foder, de todas as maneiras possíveis e inimagináveis, eternamente...

Quando Artur lho voltou a meter na boca, levando a cabeça do caralho a embater-lhe nas cordas vocais até ela começar a gemer dós sustenidos, Aurora manifestou qualquer coisa mas suportou o embate. Essa era a sua maneira de abraçar os momentos, de se permitir ir mais longe. Dispunha-se às dores de crescimento até entender como lhe poderiam dar prazer. E até o conseguir, aguentava tudo.

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Pela minha parte, já lhe tinha humedecido os tecidos do cu de tal forma que podia fazer o que quisesse dentro dele. Se lhe deixasse os colhões a jogar às cartas lá dentro ela não se queixaria.

Queixou-se depois, para lembrar que afinal ainda faltava o pecado mais original. Tardava o que ela mais desejava, o que lhe povoava os sonhos desde que lhe fui ao cu, pela primeira vez, na noite de Natal. Sentia-se meio divina desde esse dia. E estava pronta desde esse dia. Era hora de parar com preâmbulos e passar aos actos.

O sonho de Aurora realizou-se de pernas para o ar, suspensa pelos nossos quatro braços, enquanto Artur lhe penetrava a cona e eu lho enfiava, ainda e sempre, no cu.

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Levou várias voltas, vários ângulos, várias explorações. Aurora queria saber tudo, o que a impelia a explorar tudo.

O mais difícil era conseguir um ritmo que, sem ser óbvio, fosse confortável para os três. No início foi um pouco desajeitado, mas no final éramos a orquestra de Viena. Aurora tremia de gozo e sibilava como uma pequena rã.

Artur já se tinha vindo, mas continuava de pau teso e a bombar. Eu estava habituado a segurar-me até ao fim. Nem sempre o conseguia, mas quando acontecia fazia tudo valer a pena, eram orgasmos industriais e esporradelas épicas!

Acabámos uma hora depois de começarmos, não foi das maiores maratonas, encavalitados uns nos outros, completamente exaustos, mas ainda a foder como touros mecânicos.

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Foi Aurora quem acabou com os trabalhos:

- Venham-se. Não aguento mais…

Artur não se fez rogado, foi como ligar um interruptor, começou logo a esporrar-se para cima dela, que ainda continuava com o meu pau enterrado nos canos do cu. Eu demorei mais um bocado, mas finalmente espremi a bisnaga até aos fundos. Com a força com que me vim, deve ter ficado com esporra no estômago.

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Aurora estava quase a vir-se mas não conseguia dar o estouro. Foi Artur quem lhe resolveu o impasse. Chegou-se à frente e começou a dar-lhe chapadinhas ritmadas, com a palma da mão, no colo da racha. Palmadinhas suaves que lhe caíam nos lábios inchados e no clitóris efervescente como água benta na pele do diabo... Iam aumentando em velocidade e intensidade e Aurora acabou num extertor frenético, a tremer toda e a largar esguichos da cona!

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Durante um bom bocado não conseguiu parar de se vir. Ela própria pediu que a distraíssemos, para cortar o ciclo. Mas então, tanto eu como o meu cúmplice, estávamos de novo a esfregá-la toda, com os paus já refeitos e em riste, feitinhos para invadir os canais que encontrássemos pelo caminho, fossem eles venezianos ou de cano que desagua na praia.

Eventualmente, a minha amada sossegou e ainda precisámos de um par de horas antes de regressarmos à acção. Sim, porque a noite não ia assim tão longa, os paus permaneciam firmes e hirtos, e ainda não era tarde para acontecerem coisas.

Afinal, o mundo de Aurora só agora tinha começado. E só agora os efeitos do seu big bang começavam a revelar-se...

Armando Sarilhos

O patrão e a empregada - Parte IX

O patrão e a empregada - Parte I

Armando Sarilhos

Armando Sarilhos

O cérebro é o órgão sexual mais poderoso do ser humano. É nele que tudo começa: os nossos desejos, as nossas fantasias, os nossos devaneios. Por isso me atiro às histórias como me atiro ao sexo: de cabeça.

Na escrita é a mente que viaja, mas a resposta física é real. Assim como no sexo, tudo é animal, mas com ciência. Aqui só com palavras. Mas com a mesma tesão.

Críticas, sugestões para contos ou outras, contactar: armando.sarilhos.xx@gmail.com

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