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24 août, 2016 A galdéria da escola!

A "fresquinha" que todos falávamos mal, mas todos queríamos lá ir.

Havia sempre. Sempre. Em todas as escolas secundárias de norte a sul deste jardim à beira mar plantado, havia sempre "A GALDÉRIA". Seja por fama ou por uso, o rótulo ninguém lhe tirava.

A galdéria da escola!

Não há dúvida que a nossa adolescência é cruel em vários aspectos. Um corpo em mudança, uma mente inocente em inicio de conspurcação e uma fase de dúvidas, receios e anseios na sua maioria injustificados. “Queremos foder” era a palavra de ordem na boca de grupos de teenager mais virgens que a Maria e mais assanhados que um gato escaldado lançado para um alguidar de água fria. Mas a verdade é esta: não há fase na nossa vida em que se dê um uso tão intenso à mão. As fodas que dei na minha mão foram suficientes para ela me dizer “já chega!”. A minha mão foi tão fodida por mim nesta fase, que passava por outras mãos na rua e era olhada de lado por causa das bolhas e dos calos. Mas vamos parar de falar na minha mão, porque hoje é em dia é uma mão de respeito e só de vez em quando volta à sua vida de antigamente. Não é que as nossas congéneres femininas não gostassem tanto ou mais de foder como nós, mas os limites morais impostos por uma sociedade paternalista, sempre as deixaram mais de cona atrás na verbalização do que realmente queriam ou desejavam fazer.

Mas havia uma. A cona marcada por Satanás. Uma cona destinada a desbravar santos caralhos virgens e uma boca divina na arte de bem mamar em jovem nabo teso. A galdéria da escola sofria de um mal: era sexualmente atraente demais para a idade que tinha. Demais. As outras bem apontavam o dedo e diziam que tinha mesmo ar de porca, mas a verdade é que também elas sentiam a vibração sexual que a menina emitia e o perigo que isso representava para as mesmas em manter um namorado fiel, pois nenhum adolescente idiota está preparado para recusar um broche atrás do pavilhão F (era sempre no pavilhão F! F de Foder!). Namorar com a galdéria era como ir nadar para uma tanque de tubarões com bifes de alcatra ensaguentados enfiados no calção de banho: dá uma pica do caralho, mas provavelmente não vai acabar bem.

A galdéria ascende ao posto por uma de duas formas:

1) A galdéria anda a rodar gajos e a sacar bicos, bater punhetas e a dar o cu a troco de nada. Espécie: Galderius Realis
2) A galdéria foi alvo de cobiça pelo namorado de outra gaja e foi automaticamente rotulada de tal como meio de defesa desta última. Espécie: Galderius Honorarius.

Eu fodi uma galdéria.Tinha 16 e ela 18. E para um puto xarila de 16 anos meter o nabo inexperiente em cona sabida, é como um gajo tirar a carta e pegar logo num Porsche: não tens kit de unhas. Ou de picha, neste caso. Mas tal como um Porsche quase se guia sozinho, a galdéria monta-te e mexe-se em cima de ti como se fosse a Shakira com lombrigas até tu lhe dares um grande nada, porque te vens em segundos. Pois é. Foder putos tem destas coisas! Mas galdéria que se preze até tirava algum gozo desta situação. Na escola, todos lhe apontavam o dedo pelas costas e sussurravam rumores em forma de cochicho, seja por terem levado um corte monumental (e quando a galdéria nos recusava, o ego ficava de rastos) ou por serem excelentes exemplos de ética e moral sexual e à noite baterem punhetas a pensar na menina.

A adolescência não é justa, mas para uma mulher que se desiniba mais cedo no campo sexual, ainda é pior. Foder muito ou pouco não define uma pessoa no seu todo. O problema da galdéria da escola é ser demasiado garota para conseguir gerir todos os impulsos que tem exatamente iguais a todos os outros, mas se umas retraem os mesmos para conversas de meninas em festas de pijama a ela isso não lhe passou pela cabeça. Bem ou mal, temos de dar valor. E caralho. Valor e caralho!

Hoje mães de família. Nem todas, mas algumas. E o que é que as diferencia das restantes samaritanas da cona? Talvez uns quantos caralhos a mais no currículo e um marido satisfeito por ter uma máquina de foda em casa.

Deixem as pessoas foder, foda-se.

Até domingo e boas fodas.

Noé

Noé

Noé

Trintão miúdo de coração ao pé da boca. Perdido em fantasias concretizadas e concretizáveis apenas preso por amarras do anonimato. Relatos passados de opinião libertina é um santo pecador por excelência.

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