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27 julho, 2016 Pedra no sapato

O que já nos passou pela cabeça…

Sabem aquela espécie de fantasia/devaneio que não ansiamos propriamente fazer, mas também se tal acontecer sabemos que irá dar uma bela história para contar? 

Pedra no sapato

Eu adoro ver uma gaja a comer outra. Aliás, quem não gosta? Até as mulheres hetero conseguem achar uma beleza única naquela imagem de ver duas raparigas a beijarem-se e a tocarem-se com a tesão da descoberta mútua de um prazer até ali apenas imaginado. Nós homens, embora não tão sensíveis para a questão estética da coisa, queremos mesmo é juntar-nos à festa. Mas dentro do campo da fantasia, essa situação é banalíssima e estou para conhecer o homem que não deseje profundamente foder com duas mulheres. A distinção a fazer será sempre sobre que mulheres são estas. São amigas? Óptimo. São irmãs? Ainda melhor. São duas ex-namoradas? Isto é esticar a corda. Duas lésbicas? Fazeres de dildo humano para duas mulheres que não sentem a minima atracção sexual por ti possui um je ne sais quoi de excitante, mas este pokemon é dificil de apanhar. Mas uma lésbica. Só uma. Foder uma lésbica. Já te ocorreu ou talvez não. Como disse, é algo que embora não nos ocupe muito o imaginário sexual, se tivermos a oportunidade de o fazer não pensamos duas vezes.

Como já relatei aqui antes, tive uma relação duradoira com uma rapariga que pese embora não fosse lésbica, tinha um apetite sexual voraz por meninas. Quase tanto como o meu. No nosso percurso de relação foram várias as situações que vivemos juntos ou a solo e, entre tanto episódio vivido, houve registo de uma ou duas situações em que uma das meninas quis ficar com a minha menina. Clássico. Mas houve um caso engraçado no meio destes outros e que queria partilhar convosco. Conhecemos a Lisete (nome ficticio que rima com o verdadeiro) numa discoteca por entre amigos. A Lisete era, como se diz na gíria, um sapatão: morena, cabelo super curto, muita camisa de flanela e jeans largos a condizer. Demo-nos bem os três. Eu que tinha uma espécie de relação quase de “gajo para gajo” com ela e a minha namorada que ficava deleitada com a veneração sexual que ela lhe fazia. Cheguei eu e ela a estar a gabar o corpo da minha namorada, tal e qual dois gajos. Ria-me muito com isto e a Lisete era um “gajo fixe”. Várias vezes a minha namorada vinha provocar a Lisete com algumas danças mais insinuantes e era giro vê-la a tremer de tesão e a olhar para mim com receio de alguma má interpretação da minha parte (tal não acontecia). Uma vez, a Lisete confessa-me ao ouvido que se tocava a pensar em comer a minha namorada e que eu não fazia parte daquela situação. Ri-me. Muito mesmo. Não sei se alguma vez se beijaram ou se inclusive se comeram sem eu saber. Também não me interessava, sinceramente.

Tudo tem um inicio, meio e fim. Essa relação terminou. Acabou o Éden sexual em que vivi. Não morri para a vida, contudo.

“Estás bem? Epá, não te via há tanto tempo!” - oiço por trás de mim com um toque no ombro.

Lisete em todo o seu esplendor, estava na discoteca numa das noites em que saí. Demos um abraço sentido os dois e ficámos a falar a noite toda como velhos amigos de longa data. E também a beber como tal. Copo atrás de copo os sentidos iam ficando difusos para ambos, a nostalgia invade-nos. Há aqui qualquer coisa entre ambos que não sabemos interpretar e sinto a mão da Lisete a roçar-me no caralho. Um toque. Dois. Ri-se. Eu não me ri, porque julguei que ela me estava a dar baile. Precisei de beber mais ainda para ganhar alguma clareza difusa que o álcool me proporcionava e digo à Lisete para saírmos dali. Ficamos a falar no carro e a rir, mas sem esquecer o que significaram aqueles toques. Ofereço-me para a levar a casa ao que ela me pergunta se eu não queria passar antes em minha casa. Assim. Sem dizer mais. Não precisei de pensar mais, porque para bom entendedor meia palavra basta. Corremos para o quarto por entre beijos algo nervosos sem pensar no resto e deitamo-nos na cama vestidos. Desaperto as calças da Lisete e ela trava-me:

“Sou virgem e assim quero ficar. Não podemos fazer isso. Mas…” - disse a rir.

Mas existem outras formas de nos virmos, certo? Penso que foi isso o que ela quis dizer e prontamente meto os meus dedos nas cuecas da Lisete que já se apresentavam mais molhadas do que eu pensava. Ela desaperta-me as calças e agarr-me no caralho com demasiada força.

“É a primeira vez que estou a tocar num…” - disse-me ofegante, já excitada com o toque dos meus dedos enfiados.

Ali ficamos a tocarmos um no outro. De um lado, uma lésbica a experimentar algo novo. Do outro, um gajo que não sabia o que estava a fazer mas que estava com uma tesão do caralho. Ela veio-se. Duas vezes. Esperneou-se toda. Fazer uma lésbica vir-se com os dedos, devia dar-me o direito a ser medalhado pelo Presidente da República, mas tal não aconteceu. Esporrei-me na mão da Lisete que ficou imóvel. Pois, para alguém que não tinha agarrado num caralho até ali, ter levado com uma descarga de meita gigante na mão ainda deve ter sido mais estranho. Ficámos em silêncio e, de repente, desatamos a rir.

- “Nem é assim tão mau. Mas meninas é a minha cena. É mais quente do que julgava…” - disse.
- “Olha nem sei o que dizer, Lisete. Sei que me fizeste vir. Ponto.” - respondo de sorriso nos lábios.

Não fodemos, é certo. Mas há punhetas que valem ouro.

Até domingo e boas fodas.

Noé

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Noé

Noé

Trintão miúdo de coração ao pé da boca. Perdido em fantasias concretizadas e concretizáveis apenas preso por amarras do anonimato. Relatos passados de opinião libertina é um santo pecador por excelência.

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