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02 dezembro, 2015 Libertina (santa) relação (pecadora)

Alguém que se moldou a todas as fantasias. Amor ou tesão?

Da química mais pura provocada pela conexão física e anímica, saiu o maior turbilhão de gemidos e desejos escondidos revelados ao ouvido e concretizados com sentido. Ainda hoje em dia me toco a pensar nela...

Libertina (santa) relação (pecadora)

Quando a conheci, tinha vindo quase imaculada para as minhas mãos. Ênfase no quase, porque de santos & santas de fachada está o Inferno cheio. A nossa diferença de idades era notória no papel mas distante no trato.

Os meus 28 davam-se bem com os 21 dela e desde cedo criámos uma empatia fora do comum.

Falávamos muito das nossas aspirações profissionais, de viagens que ambos queríamos fazer e política. Embora em campos ideológicos diferentes, mantínhamos apaixonantes discussões sobre o tema e, invariavelmente, acabávamos por nos “pegar” nos tópicos mais polémicos. A fase da descoberta intelectual de outra pessoa é fantástica e foi justamente o inicio de uma série de preliminares de carícias invisiveis na líbido um do outro

Do primeiro jantar ao primeiro beijo. De toques de mão subtis pela mesa a toques insinuadores por debaixo da mesa. A química sentida por ambos era visivel. Tinha côr e forma, cheiro e toque envolvendo-nos a cada momento a dois.

A primeira vez que a tive em casa tremi. Eu? Porque é que estou a tremer com uma miúda? A subida lenta pelas escadas do prédio imprimiam-lhe uma sensual dança de ancas cobertas por um vestido justo que lhe desenhava o rabo. Saltos eram a última estação de umas pernas fantásticas de menina. Pele rosa. O cheiro dela. Nunca esquecerei o cheiro do pescoço dela.

Fui ao WC refrescar-me apenas para a encontrar sentada na minha bancada da cozinha de lingerie e saltos, mexendo na écharpe que ainda se mantinha no pescoço. Agarro-a com força e mordo-lhe os ombros, ela solta um gemido de prazer/dor e rodeia-me o pescoço com a écharpe, puxando-me violentamente contra ela. Os meus dedos percorrem de forma discreta cada centímetro da face, descendo pelo peito, barriga e entram suavemente pela roupa interior. Ensopada. Ela escorria no meio das pernas. Os meus dedos entram devagar e o corpo dela acompanha a cada movimento circular que lhe faço. Levo os meus dedos à boca para a provar e meto-os de seguida na boca dela. Ela sorri, desce a mão dela por mim, desaperta-me a breguilha e agarra-me no caralho teso, mexendo-lhe como se o conhecesse desde sempre. O toque dela estava destinado a ficar-me impresso na memória. Sem complexos, ajoelha-se e mete-o na boca enquanto se toca ao mesmo tempo. A mulher gemia de o ter na boca, do prazer que lhe dava em me dar prazer e me pôr a mim a gemer. No quarto a valsa continua, entre sessões e mais sessões de fodas suadas e sonoras. Por entre intervalos para ir beber água e ouvir o “anda… quero mais”. Chego ao quarto já ela estava a tocar-se a olhar para mim com a pele da cara ainda reluzente da última vez que me vim na cara dela. Mal dormimos nessa noite e nem houve forças para mais conversas sobre política no dia a seguir.

Os dias transformam-se em semanas. As semanas em meses.

Estamos numa relação. Como poderia eu resistir a este combinado de prazeres carnais e intelectuais? Intensificamos o nível do nosso convívio íntimo e cedo começamos a desbravar os lugares mais escuros e remotos do nosso imaginário sexual.

Sim, gosto que me batam - digo eu.
Sim, toco-me a pensar nas minhas amigas - diz ela.
Sim, quero comer a tua amiga contigo - digo eu.
Sim, quero que nos fodas às duas - diz ela.

Um dizia mata e o outro esfola. Não tínhamos limite para satisfazer as fantasias um do outro, numa autêntica competição saudável de querer dar ao outro o prazer máximo. Mas eu não conseguia competir com ela por muito que tentasse porque um homem está limitado a um certo nível de inovação por muita tesão a imaginação que tenha. Nisto temos de reconhecer que uma mulher de espírito aberto possui mais recursos para dar largas à criatividade sexual. Lembro-me num aniversário de uma surpresa que me preparou. Toda e qualquer sugestão de “tenho uma supresa” punha-me a tremer e com um alto nas calças estivesse eu onde estivesse.

“Vi isto num vídeo…” - disse ela comigo.

Estava prostrado na cama com ela sentada junto aos meus pés. Vejo-a a olear-me o meu pé direito com muito jeitinho e atenção, o que me levou a questionar se a supresa era de facto uma (fantástica) massagem nos pés. Ordena-me que estique o pé de canela assente no colchão e vejo-a a sentar-se nele com cada centímetro do meu pé a desaparecer para dentro dela mesma. Nunca pensei que ver o meu pé ser fodido, pudesse ser tão excitante mas não me contive e comecei a tocar-me a ver aquele cenário. O movimento do corpo dela no pé era sublime e as mãos dela passavam pelo próprio corpo como a de um amante inexistente. Ao ver que o tinha todo de pé, lambeu-se e caiu de boca, engolindo-o todo e sempre com o meu pé dentro dela. De cona cheia pelo meu pé, preenchendo-a toda e a mamar-me no caralho com toda a fome, viemo-nos os dois quase ao mesmo tempo. Pela boca sorridente dela escorria todo eu e no meu pé sobrava uma enorme camada quente e viscosa do orgasmo dela.

Os meses passaram a anos.

Numa noite com amigos e já fitando uma amiga que secretamente confessámos ambos um ao outro querer comer, arranjamos forma de transformar o convivio de muitos em uma sala partilhada numa reunião privada a três no quarto de cama partilhada. O que tinha sido despoletado por um beijo semi-inocente de ambas em jeito de brincadeira alcóolica, terminou em ambas a comerem-se de contra uma parede de um quarto. Ela estava de costas com a amiga a fitar-me os olhos enquanto a minha namorada lhe esfregava a cona em jeito de “estou a ser comida pela tua namorada e tu estás a ver e a gostar, seu cabrão”. Regra de ouro: nunca nos intrometermos numa brincadeira entre duas mulheres atér sermos chamados. Rapidamente fui puxado pela minha namorada para o meio de ambas e foi num ápice que vejo roupa a salta, soutiens a sair e cuecas a baixar.

“Vou mamar no teu namorado… posso?” 
“Espero bem que sim… quero ver”

Ter duas cabeças loiras a partilhar o meu caralho e alternando-o entre bocas fez-me ter receio que ia terminar rápido a festa do meu lado. A expressão de prazer dela a ver a amiga com ele na boca era única. Ela tinha mesmo prazer em ver-me a ter prazer com outra e isso só “piorou” a minha situação. Tive de pedir um “time-out” com receio de manchar aquelas duas bocas todas de sémen (e bem que estavam a pedir que o fizesse). Enrolam-se as duas na cama com a minha namorada a lamber a cona da outra toda de rabo empinado para mim, mesmo a pedir que o metesse. Não me fiz rogado e meti sem cerimonia. Aquela cona conhecia eu bem, todo e cada centímetro dela estava marcado na minha memória mas a imagem de a foder com ela de boca na cona de outra, ficará para sempre na minha memória. A amiga contorce-se toda a gemer e grita “foda-se, a tua namorada sabe mesmo lamber uma cona”. Encarei aquilo como uma provocação “saudável” e tirei de uma para pôr na boca da outra. Ainda de caralho a pingar do húmido da minha namorada, dei com ele nos lábios da amiga e disse-lhe ao ouvido “gostas do sabor dela?”. Ela geme mais e diz “mete-me na boca”.
A minha namorada sorri lá de baixo e mete-me os dedos na boca para eu provar o sabor da amiga dizendo “sabe tão bem não sabe, amor?”. Até nestes momentos de pura explosão de prazer sem pensar, ela mantinha o seu jeito carinhos de ser. Beijam-nos apaixonadamente com a outra ainda a mamar-me com afinco. Romântico? Talvez. Prazer? Demasiado para não estar a escrever isto e não ficar com tesão.

“Fode-a amor… por favor… fode-a…” - diz ela quase em desespero.

Meto-me em cima da amiga com ela sentada na boca da mesma. O suor escorria-lhe das costas enquanto os braços assentavam na parede do quarto e esfrevaga a cona na boca da amiga. Eu do meu lado tive de lamber um pouco a amiga porque… faço sempre questão. Meto-o sem problemas de força ou jeito, dado que esta já se tinha vindo duas vezes com a minha namorada e continuei o que ela tinha dado inicio. A amiga estava no céu a ser fodida por um casal apaixonado e a cada investida minha só dizia á minha namorada “ele está-me a foder toda… o teu homem está-me a foder toda…”. Ela sorri. Eu não me consigo conter muito mais a este ritmo e digo para ambas se ajoelharem na cama. Com algum cuidado para não cair, meto-me de pé de caralho metido entre as bocas de ambas. O sorriso de antecipação da minha namorada em ver-me a esporrar a cara da amiga contrasta com o esgar de querer continuar a foder mais depois disto da outra. Venho-me… muito.. sem parar… para a boca de ambas mas mais para a amiga dado que ela fez questão de me ver a encher-lhe a boca de esporra. Ela sorri e a amiga tenta engolir o que pode apenas para ser interrompida com um beijo de partilha da minha namorada.

Elas voltam as duas rapidamente à festa e eu fico ofegante de caralho meio teso a pingar. Foda-se. Elas são insaciáveis. Vou beber quase um litro de água à sala e fico estático por momentos a ouvir os gemidos vindos do quarto. Olho para a bancada onde há cerca de dois anos tudo isto começou e não posso deixar de sorrir.

Tudo tem o seu tempo e altura. Talvez hoje uma relação assim não faça sentido, ou talvez possa ser vivida de igual ou melhor forma. Não tenho resposta para isso. Existem histórias e situações que só podem ser vividas com uma pessoa. O que vier depois não será melhor ou pior, será apenas diferente.

Cada paixão é diferente. Cada amor é diferente. Igual deverá ser sempre a genuidade do sentimento.

Isso deverá ser sempre imutável.

A mulher era uma grande foda. Isso sem dúvida alguma e eu vivi três anos num filme porno.

Boas fodas e até domingo.

Noé

Noé

Trintão miúdo de coração ao pé da boca. Perdido em fantasias concretizadas e concretizáveis apenas preso por amarras do anonimato. Relatos passados de opinião libertina é um santo pecador por excelência.

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