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29 janeiro, 2015 Ejaculação feminina: verdade ou mito?

É um dos grandes mistérios do mundo: será que as mulheres também ejaculam?

A ejaculação feminina continua a ser um mistério absoluto. Há investigadores que consideram que não se pode sequer falar nestes termos e outros acreditam ter descoberto como é que as mulheres ejaculam. Mas, afinal, quem é que tem razão?

Ejaculação feminina: verdade ou mito?

Orgasmo feminino continua a ser um mistério

O tema da ejaculação feminina persiste um desafio para a investigação científica e tem suscitado diversos conceitos errados ao longo do tempo.

O conhecimento da sexualidade feminina conheceu significativos avanços com os estudos do ginecologista William Masters e da sua mulher, a assistente social Virginia Johnson. O seu trabalho de anos mudou muitos conceitos e algumas mentalidades, sendo apontados como os responsáveis pela revolução sexual feminina que se verificou no Século passado.

Masters e Johnson, como habitualmente são referidos, foram os primeiros a abordar a ideia do orgasmo feminino. Mas a forma como este se manifesta, as circunstâncias e o que o processo despoleta continuam a ser um mistério em muitos pontos. E é neste âmbito de incertezas que tanto se fala de ejaculação feminina.

Tese defende ejaculação feminina através da próstata feminina

Um novo estudo publicado no Journal of Sexual Medicine conclui que a ejaculação feminina existe mesmo. Mas que é algo completamente diferente da ejaculação masculina - não tem nada a ver com esguichos, nem com fetiches relacionados com o chamado "Golden Shower"!

Este estudo, levado a cabo por Samuel Salama, do Departamente de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Privé em França, alega que a ejaculação feminina acontece quando uma pequena quantidade de fluído é libertada através da chamada próstata feminina.

Este fluído será oriundo das glândulas uretrais, para-uretrais e dos conductos de Skeene, partes anatómicas a que dois estudiosos franceses da área chamaram a próstata feminina.

É, geralmente, um muco branco, sem odor, que é produzido em diferentes quantidades por cada mulher. O processo de excitação pode motivar, nalgumas, uma grande produção de fluídos vaginais, levando até alguns a achar que se trata de urina. Mas essa é uma ideia errada.

"Squirting" não tem nada a ver com ejaculação feminina

O chamado "squirting", aqueles esguichos que se vêem no porno, é que envolvem a expulsão de urina da bexiga. A ejaculação feminina é uma outra coisa completamente diferente.

Há ainda quem ache que a saída de fluídos na mulher, durante o sexo, pode ser um indício de incontinência urinária. Mas esta versão não faz sentido nenhum, já que, durante o orgasmo feminino, o esfíncter vesical, ou seja, os músculos circulares em torno da bexiga, apertam-se.

Ejaculação e mulher não combinam?

Assim, são muitas as dúvidas em torno de todo o processo de prazer e de excitação nas mulheres. E há quem defenda que não se pode sequer falar em ejaculação feminina.

"De um ponto de vista técnico, a ejaculação implica emissão de líquido seminal que contém espermatozóides, questão que em nenhum caso acontece nas mulheres", sustenta o director do Instituto Andaluz de Sexologia e Psicologia, Francisco Cabello Santamaría, em declarações divulgadas pelo jornal espanhol El Mundo.

O assunto continua envolto em grande mistério em termos científicos. Mas, para as mulheres, saber se há ejaculação feminina, que tipo de fluído a pode constituir ou não, é absolutamente irrelevante! Na verdade, a quantidade de muco e o nome que se lhe dá não interfere em nada no seu prazer. Logo, o que importa é continuar a desfrutar dele.

Gina Maria

Gina Maria

Moça católica e de boas famílias, apaixonada por secretas fantasias, eternamente interessada em mais, mais, mais...

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