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03 outubro, 2018 Lubrificantes alternativos

A tropa manda desenrascar!

Não me recordo de uma vez que tivesse pensado “isto só lá vai com lubrificante” antes de realmente ter acontecido algo que me levasse a pensar “isto só lá vai com lubrificante!”.

Lubrificantes alternativos

Todas as vezes que estamos perante uma situação de podermos vir a precisar de algo que nos transforme a gaita numa broca de mineiro a pingar WD-40, o nosso ego masculino trata de nos fazer pensar que dispomos de algum tipo de sistema mecânico de auto-lubrificação. Quando o cu não é nosso, é fácil de pensar desta maneira.

Mas não. Podemos soltar umas pinguinhas de saliva peniana, mas se a coisa apertar quando se entra num aperto de buraco mais apertado, percebemos que não temos a cascata do Niagara entre as pernas. Por outro lado, não podemos exigir à nossa parceira que ligue a torneira de um momento para o outro e por muito que se lambuze a zona de entrada, quando a chave é maior que a fechadura não vale a pena forçar ou arriscamo-nos a partir as traseiras do prédio.

Solução? Ter sempre lubrificante numa gaveta. Problema? Um gajo só pensa em comprar lubrificante depois de precisar dele. Solução do problema? Nada que o MacGyver não tenha já feito. Deixo aqui uma lista de possíveis alternativas ao lubrificante e dos possíveis efeitos secundários que os mesmos podem apresentar.

(NOTA: nada disto foi testado, apenas me limitei a abrir a despensa e a ver o que poderia pôr na gaita)

AZEITE – o sumo de oliva é tão português que o pomos no bacalhau. Por essa razão, não deveria ser esquisito se o puséssemos na sarda (mas é). Apesar de não haver nenhum tipo de contra-indicação, colocar azeite virgem numa gaita prestes a entrar num cu tem a sua piada. O azeite está caro, por isso, cuidado com os abusos.

MANTEIGA – se vem da vaquinha, é só uma questão de o devolver à precedência. A manteiga ganhou má fama por a considerarem má para o coração, mas já se provou que aquela merda dos cremes para barrar fazem bem pior. Contudo, se a ideia é pôr na piça, não há mal nenhum em usar uma porcaria dessas. Guardem a manteiga para as torradas.

MAIONESE – se o colocam nos cachorros-quentes e sujam a boca toda a comer essa iguaria de roulotte, porque não colocar na piça e besuntar a peida de uma valentona? Qual é o pior que pode acontecer? Simples: levarem a coisa tão a sério que ponderam despejar ketchup, cenoura, batata palha e milho para comer uma peida especial.

COMPOTA – não sejam ridículos! Desde quando é que pôr compota no caralho lembra a alguém (sóbrio, pelo menos)? Azeite, maionese e manteiga ainda vá que não vá, mas compota? Só se a ideia é tornar a vossa sarda num éclair regional. Só nessa situação.

Se calhar o melhor é mesmo comprarem um lubrificante como deve ser e deixarem as experiências para outra altura.

Boas fodas e até domingo

Noé

Noé

Noé

Trintão miúdo de coração ao pé da boca. Perdido em fantasias concretizadas e concretizáveis apenas preso por amarras do anonimato. Relatos passados de opinião libertina é um santo pecador por excelência.

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