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16 maio, 2018 Vamos fazer amor na praia, amor?

Calma aí que o romance não é assim tão linear.

Apesar do tempo estar mais instável que uma mulher menstruada, os 30 graus que se fizeram sentir hoje avizinham um Verão seco e ardente. Mas vamos deixar os nossos bombeiros apagar esse fogo e vamos concentrar-nos na nossa mangueira: foder na praia.

Vamos fazer amor na praia, amor?

Sex on the Beach é o nome de um cocktail mariconço, mas também da fantasia número 1 de adolescentes de perna fácil e donas de casa mal montadas. Sexo na praia, à beira-mar ou nas dunas. Muito giro na cabeça delas, mas um pesadelo de logística. Ora, vejamos:

- Se é para foder à beira-mar, tem de ser à noite. E por muito calor que se faça sentir à noite, aquela água gelada do Atlântico a bater nos tomates é meio caminho andado para o tarolo naufragar e um gajo ficar a gritar “WILSON!” para a pila.

- Se é para foder nas dunas, mais vale criarem um evento no Facebook a anunciar a coisa e o respectivo preço, porque se é para servir de inspiração a tudo o que é punheteiro de meia-idade num raio de 50 km, mais vale ganhar algum.

- Se é para foder na praia (entenda-se, no areal), façam favor de levar garrafas de água suficientes para ir dando banho à serpente caolha, pois o areal não é meigo para um tarolo húmido e muito rápido passamos de ter uma pila a ter um croquete. E minhas senhoras, sentir um croquetalho (croquete de caralho) a entrar não deve ser nada agradável.

- Gastos em deslocação. Nem todos moramos a 50 metros da praia, mas se for esse o caso, também farto de foder na praia devem estar vocês. O pessoal que vive na praia fantasia em ir foder para um beco a cheirar a mijo. Os restantes? Meio ordenado em combustível no vai e vem.

- Não é a actividade mais segura. Num mundo ideal todos respeitávamos o foder alheio, mas infelizmente vivemos numa versão supostamente civilizada de uma selva e, tal como nela, os macacos não podem ver outro macaco a foder que desatam logo num chinfrim a querer também qualquer coisa que não se percebe muito bem. Nesta analogia, os punheteiros das dunas são uma cambada de macacos. Sem ofensa para os macacos, como é óbvio.

- Perda da fantasia. Muita gente depois de concretizar uma fantasia, fica com uma sensação de vazio (quase como se tivesse perdido um brinquedo!). Por vezes – mas nem sempre – as gajas ficam um pouco desiludidas com a foda na praia, pois fizeram aquela imagem mental da Lagoa Azul e afinal não foi nada mais do que ser comida de quatro ao frio e sair de lá com os joelhos todos fodidos do areal.

Pensem bem nesta merda antes de sugerirem uma noite romântica na praia.

Até domingo e boas fodas.

Noé

Noé

Noé

Trintão miúdo de coração ao pé da boca. Perdido em fantasias concretizadas e concretizáveis apenas preso por amarras do anonimato. Relatos passados de opinião libertina é um santo pecador por excelência.

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