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15 Enero, 2017 Escorts em entrevista: "Marinne Duarte"

Num registo mais pessoal e intimista, Marinne Duarte na primeira pessoa.

Sei que costumo mencionar sempre a idade nas entrevistas, mas quando conheci a Marinne, fiquei tão absorvido pela sua intensidade e presença, que nem coragem tive para lhe perguntar (além que é indelicado de o fazer a uma senhora). 

Escorts em entrevista:

Noé: "Marinne, sei que és uma pessoa que leva a tua actividade muito a sério e com um profissionalismo fora do comum. Consegues fazer-me um pequeno resumo de como é o teu dia-a-dia? E não digas que não vais ao ginásio, porque esse corpo não mente."

Marinne: "Bom dia, amor. Estou um pouco adoentada e esta não é a minha melhor cara (risos), mas é o que dá em passar muito tempo nua (risos) e está descansado que só te vou pegar a boa disposição. O meu dia é cheio de energia positiva, pois acordo sempre cheia de vontade em ir enfrentar o dia. Começo bem cedo com uma “hip-dance” embora prefira andar aos pulos de outra maneira (risos), mas para queimar calorias é fantástico. Por vezes alterno com uma corridinha. Depois disso sento-me a tomar o pequeno-almoço a despachar emails e a agendar os encontros com os clientes. Vês? Vida de acompanhante também consegue ser chata por vezes (risos), mas tem também o lado mais divertido que todos conhecem"

Noé: "Pelo que já me pudeste contar “off the record”, sei que te iniciaste como acompanhante numa casa. O que te levou a arriscar para te tornares a tua própria patroa?"

Marinne: "Como em todas as profissões ditas “convencionais”, nunca é fácil começar. Estar ligada a uma casa estamos sob as regras de terceiros e muitas vezes são as mais injustas que podem ser. Existe uma grande competição entre nós e por vezes as pessoas não são as mais simpáticas neste meio, além de ter ainda de lidar com clientes que ainda se revelavam ainda mais inexperientes do que eu nesta situação provocando muitas vezes situações desconfortáveis para os dois lados. Foi uma fase que atravessei e necessária para poder também ficar saber o que não queria para mim e para o meu futuro. Queres ser independente? Pergunta-me como. Queres ser viajar e sair de Portugal? Pergunta-me como. Aprendi muito a observar o meu redor e em todas as viagens que fiz. Dediquei-me bastante a aprender, especialmente com todas as experiências que tive: as boas e as más. E hoje em dia? Hoje em dia posso dizer que sou a minha própria chefe com tudo o que de bom e mau isso traz."

Noé: "Que tipo de reacções costumam ter as pessoas que te abordam numa primeira vez? Como se sentem no final? O que costumam dizer?"

Marinne: "(risos) Amor, eu já vi quase de tudo. Adoro quando um cliente faz tudo para eu também ter prazer e deixa-me dizer-te um segredo: não se pode ter prazer com todos. Lamento se estou a estragar algum “mito” que exista. Sabes o que é um cliente DVD? É um “Deita, Vira e Dorme” (risos). E é um problema, pois tenho de andar a esfregar tudo o que é mamas na cara deles para os despertar. Mesmo que no final não atinja o orgasmo, não fico frustrada pois faz parte do negócio. Mas gosto que mexam comigo, sabes? Gosto de acção, que participem nos preliminares e que se envolvam comigo à séria. Tinha uma amiga que se gabava das “sovas” que dava aos clientes, como se os tivesse deixado quase sem vida (risos). Mas cada cliente é um caso. Tenho quem volte pela amizade e carinho que já sentem por mim e outros que nunca mais lhes pus a vista em cima. Uma coisa que acontece bastante em Portugal é marcarem uma hora, aparecerem, olharem para mim e irem-se embora sem dizer uma palavra ou porque “não gostaram”. Como é possível não gostarem de mim, Noé? (risos). Já pensei em implementar um sistema de pré-reserva a pagar adiantado, dado que é algo já em voga nas casas belgas e alemãs do “meio”."

Noé: "Negócios à parte, isto também é um mundo de prazer. Diz-me, a título pessoal, consegues sempre tirar prazer com um cliente ou só em casos excepcionais?"

Marinne: "Amor, eu nunca sei como é que aquele homem na pele de cliente irá fazer-me sentir ou vice-versa. Parto sempre do princípio que irá haver uma entrega e que irei tirar algum prazer com ele, mas… se é do género que ao telefone já está com pressa em se vir (risos) é complicado. Como profissional dou sempre o meu melhor e trato todos de igual forma, mesmo que não esteja particularmente entusiasmada. Felizmente que nós mulheres temos uma coisa chamada “jogo de cintura”. E na cama acredita que esse jogo ainda se nota mais (risos)."

Noé: "Falei há pouco de uma experiência caricata, tens alguma para contar que tenha sido verdadeiramente inesquecível?"

Marinne: "Já tive um “after” com um cliente e… foi horrível. O final, claro. Mas aprendi a minha lição e apontei na minha agenda de resoluções para 2017: “não fazer afters com clientes”. Por acaso, até gostei bastante dele. Mais do que o normal, entendes? E isso não pode acontecer, porque nos podemos prejudicar bastante emocionalmente. Perdemos o contacto um do outro, mas bem que bate forte a saudade daquele sexo sem preço e onde nos podemos libertar totalmente de qualquer tabu."

Noé: "Já sei que és uma mulher bastante viajada para o estrangeiro, levando-me quase a mim a pensar se não estou na actividade errada, porque o ano passado só conseguir ir visitar o Porto. Queres falar-nos um pouco sobre essa vertente?"

Marinne: "Por acaso, adoro o Grande Porto e até gostaria de viver numa casa na Foz. De beber o meu chá no cais de Gaia. Até acho que uma sessão no cais iria sair fantástica e quem sabe se não o farei num futuro próximo (risos). Já viajei bastante, é um facto. Costumava ir bastante a França que é conhecido como “o país proibido da prostituição”. Os franceses são pouco engraçados, com um sentido de humor limitado e desde a derrota no Euro ainda ficaram piores (risos). Mas apesar disso, depois de se sentirem à vontade, são uns queridos e guardo boas recordações desses tempos. Agora prefiro ir conhecer outros sítios, tais como Luxemburgo, mas quando viajo para fora é sempre uma aventura pois nunca sei bem como vai terminar (risos). Mas nada disso me afecta, pois sou uma mulher que gosta de arriscar e conhecer pessoas novas. Está no meu gene."

Noé: "A vida também não pode ser só trabalho e deves necessitar de algum tempo para ti a fim de relaxar em ter feito relaxar outras pessoas. Que tipo de actividades “extra-convívio” gostas de fazer? Diz-me que gostas de cinema e vamos os dois já a seguir!"

Marinne: "(risos) Que atrevidinho, o menino. Adoro cinema e de pipocas doces e salgadas, de ver uma comédia romântica como qualquer rapariga e de policiais. Acho que tinha jeito para essa área. Pornografia, não. Sou muito tímida para isso (risos). Sou uma pessoa simples que gosta de aproveitar a vida e que faz de tudo para se afastar de pessoas “tóxicas”. Já não saio tanto à noite como antes pois já me falta aquela pedalada, por isso gosto muito de passar o meu domingo em casa no sofá a ouvir música. Adoro música clássica! Sem falar nos meus “ataques” de fome quando não tenho mais nada com que me entreter. Uma curiosidade: gosto bastante de passar roupa a ferro. Uso como se fosse uma terapia e consigo aclarar as ideias a dobrar roupa (risos)."

Noé: "Alguma recomendação que queiras deixar aos nossos leitores que estejam interessados em te conhecer?"

Marinne: "A minha recomendação é que sejam vocês mesmos e que tomem atenção ao que te disse lá atrás. Só isso. Noé, diverti-me bastante com isto. Queria agradecer a todos os que gostam de mim, mesmo não sendo eu perfeita e também à minha fotógrafa por ser uma artista a disfarçar a minha (pouca) celulite nas fotos. Desejo o melhor para todos. Um beijo grande. Quanto ao nosso cinema, Noé... escolho eu o filme, porque vocês homens só escolhem filmes para crianças. Os lugares podes ser tu. Algo lá para trás..."

Marinne Duarte

marinne texto

Contacto: +351 961 813 251

Serviços: (consultar website)

Nacionalidade: Portuguesa

Deslocações: Sim (zona do Algarve)

Apartamento próprio: sim

Noé

Noé

Trintão miúdo de coração ao pé da boca. Perdido em fantasias concretizadas e concretizáveis apenas preso por amarras do anonimato. Relatos passados de opinião libertina é um santo pecador por excelência.

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