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10 Febrero, 2016 Meia foda (a arte das fodas mal dadas)

Nem todos fodem bem. Eles, elas, ele com ela, ele com ele, ela com ela, ela com ele e por aí adiante. E depois?

“Eu fodo mal, só para que saibas” é algo que nunca saiu da boca de ninguém assim desta forma tão nua e crua. E porquê? 

Meia foda (a arte das fodas mal dadas)

Porque uma boa foda é sempre relativa e há demasiadas variáveis sempre em jogo para uma pessoa poder dizer com toda a certeza que fode mal. Existem, obviamente, sempre factores-chave determinantes para ambos os sexos em classificar a foda dada/recebida como boa/má: preliminares, erecção/humidifcação (a falta de humidade é a impotência feminina), duração, ritmo e química sexual.

Já uma vez aqui se debateu outros factores importantes mas esses entram no campo das variáveis e hoje falamos das constantes. Por variáveis entenda-se o conhecimento prévio que cada pessoa tem da outra, o local, hora, stress e todo e qualquer factor circunstancial que possa afectar de forma positiva ou negativa a foda em si.

PRELIMINARES

Essencial para elas. O homem só tem um preliminar: que ela se dispa. A mulher é um ser bastante mais complexo no campo sexual e carece de uma atenção especial que para alguns homens custa a entender. Quem perca um pouco de tempo a tentar perceber a mente feminina, vai descobrir um mundo fantástico de “javardice” que precisa de ser tirada a ferros (com a língua e dedos). Um bom preliminar é quase meia-foda administrada. Levar uma mulher quase ao limite antes de lhe meter o nabo, é sempre uma boa almofada de segurança caso as coisas não corram bem nos outros pontos a seguir. Percam tempo nisto. Beijem, lambam, usem as mãos, segredem aos ouvidos, façam de tudo e mais alguma coisa para puxar a galdéria presa na santa que anseia por sair e vos foder.

ERECÇÃO/HUMIDIFICAÇÃO

Quando sexualmente estimulado, o cérebro dá ordem ao corpo para encher de sangue os músculos caralhais. Viram o que eu disse? O cérebro. É ele quem manda, não é a pila. Quando estimulado não é preciso fazer mais nada mas se o mesmo estiver ocupado com outros pensamentos a coisa pode ficar dura. Ou não. Não o conseguir meter de pé é mais comum do que se pensa. Já aconteceu comigo mais que uma vez e não foi por isso que andei aí aos tombos a chorar. Este assunto já foi aqui debatido e não vale a pena perder mais tempo com isto. Não o conseguir meter de pé estando a gaja a salivar das pernas e tu com o cérebro de pau feito é uma merda. Volta ao ponto anterior e respira fundo. Estamos contigo, campeão. Meninas, se não estão molhadas então não sei o que estão a fazer com esse gajo. Bebam menos da próxima vez e façam escolhas mais acertadas.

DURAÇÃO, RITMO & QUIMICA

Suponhamos que até aqui tudo correu bem. Excelente preliminares, uma tesão de cavalo lusitano, ela ligou a cascata do Niagara no meio das pernas e tudo avizinha um fodão épico. Será? E se for duas bombadas e já está? E se forem ambos uns desengonçados? E se ele leu mal a pessoa com quem estava e diz duas javardices ao ouvido e ela começa a chorar? A partir deste momento o cérebro já deixou de funcionar e são os corpos quem mandam nesta dança a dois (ou três). A foda em si não deve ser qualificada de “foi bom” ou “foi mau” pelos intervenientes. Os corpos e sorrisos devem falar por si. Os lençóis húmidos devem falar por si. As marcas nos corpos devem falar por si. Tudo no final dará as pistas do que foi bom ou mau.

E mesmo que tudo tenha corrido bem na cabeça de uma pessoa, a outra no final pode não ter achado que foi grande coisa devido a experiências prévias. É uma merda isto, não é?

Julgamos que somos o Rocco e depois apanhamos uma Jenna que nos mata o ego.

Por isso, nunca desaninem pois nem sempre pode correr bem. Há é que foder muito para poder criar suficiente historial de análise estatistica e nos podermos melhorar.

Já o grande pensador fodilhão Sóconates disse: “só sei que nada fodo”.

Até domingo e boas fodas, seus meias-fodas!

Noé

Noé

Trintão miúdo de coração ao pé da boca. Perdido em fantasias concretizadas e concretizáveis apenas preso por amarras do anonimato. Relatos passados de opinião libertina é um santo pecador por excelência.

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