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21 junho, 2018 Desejo

Tive que a interromper, já tinha percebido que aquela mulher era muita astuciosa...

"Nunca amamos ninguém. Amamos, tão-somente, a ideia que fazemos de alguém. É a um conceito nosso – em suma, é a nós mesmos – que amamos. Isso é verdade em toda a escala do amor. No amor sexual buscamos um prazer nosso dado por intermédio de um corpo estranho. No amor diferente do sexual, buscamos um prazer nosso dado por intermédio de uma ideia nossa." - Fernando Pessoa.

Desejo

Desejo. Foi apenas o desejo que me levou a fazer o que fiz.

Estou com a minha mulher há anos, porém a Laura era uma brasa! Uma bruta de uma deusa loira. Nunca tinha sentido tal coisa. Aquela mulher mexia comigo como a minha mulher nunca tinha mexido.

Conheci a Laura há poucas semanas, é nova na empresa. Nunca vi sorriso mais lindo do que o dela, com aqueles lábios carnudos e sempre pintados de vermelho. O seu corpo era uma peça de arte. Umas curvas de meter inveja, ancas largas, um rabo bem redondinho e umas pernas bem longas e musculadas... Ufa! Que mulherão...

Nunca o deveria ter feito, mas fiz. Não perdi muito tempo com rodeios, na primeira oportunidade que tive agarrei-a e coloquei-a contra a parede. Nos últimos dias reparei que o nosso olhar se começou a cruzar mais vezes ao longo do dia. Não podia perder esta chance.

Estávamos ambos no final do expediente e encontrámo-nos sozinhos na sala dos arquivos, sem ninguém nas redondezas. Que óptima coincidência.
- Artur? - disse depois de finalmente conseguir escapar dos meus braços.
- Laura... Desculpa-me, mas tu mexes comigo. Atrais-me desde o primeiro dia em que coloquei os meus olhos em ti. - respondi.

Como não obtive qualquer resposta da sua parte a não ser um ar de espanto cravado na sua face, continuei:
- Acompanhas-me num café?

Não me responde. Crava o seu olhar nos meus olhos e sem aviso prévio é ela agora que me encosta à parede. Agarra-se ao meu pescoço e beija-me que nem uma louca. Coloca as minhas mãos sobre as suas nádegas firmes. Que rabo!

Ela apertava as minhas mãos contra as suas nádegas. A Laura movimentava as suas mãos ao longo do meu corpo até que suspende os seus movimentos ao encontrar o meu pénis já saliente nas minhas calças justas. Coloca uma mão dentro de um dos bolsos das minhas calças para sentir cada centímetro do meu pénis, cada vez mais endurecido; e com a outra abria agilmente tanto o botão como a braguilha das calças.

- Laura, alguém pode aparecer! - disse-lhe num tom nervoso.
- Shhh... Tem calma. Relaxa grandalhão. - responde-me num tom sedutoramente diabólico.

Sem esperas e sem primeiro confirmar se o perímetro está seguro avançou para o meu pénis e começou a chupá-lo com tanta calma e dedicação. Recebi um felácio como há muito não recebia. Enquanto me chupa vai estimulando as minhas bolas. Por vezes alternava, colocava-as na boca enquanto que a mão continuava a estimular o meu pénis mais que teso. Não aguento mais e tenho que ejacular.

Se sou fraco? Um pouco, mas não me arrependo. A Laura tinha uma boca e uma língua de dar inveja até aos deuses do Olímpo.

Avisei-a que estava prestes a ejacular, mas ela ignorou-me. Ejaculei na sua boca enquanto ela continuava a sua quest muito bem realizada. Engole mas continua a lamber-me e a estimular o meu pénis. Que sensação!

Ela não quer parar de mostrar as suas skills mas eu tive que a interromper, já tinha percebido que aquela mulher era muita astuciosa. Agarrei-a pelos braços e coloquei-a ao mesmo nível que eu. Beijo-a e depois enterro-me no seu pescoço que era óptimo para apertar. Enquanto a minha boca está ocupada, as minhas mãos depois de percorrerem o seu corpo chegam ao fim do tecido da sua saia. Decido levantar-lhe a saia. Que visão...

Pego-a ao colo e coloco-a em cima da única mesa ali exposta na sala. Coloco-me entre as suas pernas. Percorro-as vagarosamente, com a ponta dos meus dedos, sobre as meias de liga que tinha vestidas e ao chegar ao fim encontro o que procurava – a sua tanga.

Retiro-lhe a tanga rendada preta que tinha vestida. Passo a minha mão sobre o seu sexo. Os meus dedos percorrem-no lentamente. Quando chego ao seu final coloco um dedo dentro dela. Está húmida, tão desejosa quanto eu. Provo o seu sabor e ela deixa-se cair na mesa enquanto deixa escapar uma boa lufada de ar.

Não perco muito tempo pois os sons que produz e a visão que me oferece deixam-me cada vez mais fora de mim. Levanto-me e penetro-a sem esperas. Quero foder aquela mulher. Quero-a ter. Quero-a sentir.

O sexo foi brutal!... Arranhou-me, chamou pelo meu nome, implorou-me por mais e com cada vez mais intensidade. Ela agarrava-se aos seus seios que ondulavam a cada estocada que lhe dava. Tinha uma pele tão branca, mas o seu sexo estava tão rosadinho e tão quente depois de tanta fricção e brutalidade.

Ficámos envolvidos naquele desejo carnal que fazia movimentar os nossos corpos. Queríamos mais, ainda não estávamos saciados, mas após a minha segunda ejaculação comecei a tomar consciência dos meus actos. Deixei-me levar pelo desejo.

A minha mente já vagueava nas consequências que aquele meu acto poderia ter, tanto a nível profissional como pessoal mas o corpo continuava a penetrar a Laura. Ela estava agora mais envolvida que eu. Dei-lhe um último orgasmo. Só observei, a visão que ela me proporcionou foi fantástica.

Ela percebeu que eu não tinha ejaculado e queria me dar mais uma prova das suas skills orais, mas não. Abracei-a e dei-lhe um beijo leve na testa.
- Arranja-te. Vamos tomar café. - disse-lhe.
Ela não me respondeu apenas fez o que lhe pedi.

Errei com ela, com a minha mulher e com as mulheres em geral. Deixar-me levar pelo desejo daquela forma em que quis ter um prazer gratuito e de fácil acesso, foi algo deplorável.

Peço imensas desculpas pelo que fiz, foi o que lhe disse, tanto à Laura como depois à minha mulher.

Errei. Se errei. Mas com os erros é que os seres humanos aprendem. Sem o erro não há uma aprendizagem adquirida.

Sejam felizes, porém conscientes de cada decisão que tomam.

Alexa

Alexa

Uma mulher com imaginação para dar e vender.
Sempre gostei de escrever, mas coisas eróticas... isso gosto mais. Levar um homem à loucura através de palavras e da sua própria imaginação. Como adoro...

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