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26 março, 2018 Quando menos esperas...

Durante anos que andámos na mesma escola, nada aconteceu, até que um dia na faculdade...

Já vamos a meio do primeiro semestre e eu estou na esplanada do bar da faculdade a fumar o meu cigarro e a beber uma cerveja com o pessoal que teria conhecido nas praxes.

Quando menos esperas...

Falo com a Mariana e conto-lhe o que me tinha acontecido na noite anterior. Peripécias de uma menina mal comportada. No meio daquelas risotas viro-me e olho para outro lado, como quem quer disfarçar alguma coisa, pois estávamos acompanhadas com outras pessoas. É nesse momento que me apercebo de algo no meu campo de visão. Os meus sentidos ficaram em alerta. Era um gato. Um verdadeiro felino de duas pernas que se direcionava para o mesmo destino que o meu enquanto sorria e caminhava calmamente.

De repente vem-me ao de leve uma lembrança, “Será? Não, não deve ser!”. Segundos depois uma outra lembrança e um turbilhão de mais umas quantas e sim. Percebo que era ele. O rapaz que sempre achei interessante nos tempos de escola, que nunca teria conhecido, que teria deixado de ver, de repente está aqui. Quase por instinto percebi que agora sim. Seria esta a oportunidade de fazer acontecer aquilo que outrora quis e não satisfiz.
A minha paixoneta do secundário está aqui. Inacreditável. Há pelo menos dois anos que não nos cruzávamos, não sabemos nada um sobre o outro. Nada. Nunca existiu qualquer contacto. Nem mesmo nas redes sociais nos seguíamos, mas uma coisa sempre aconteceu, aquela perseguição tórrida com o olhar que trocávamos um com o outro e esse, sim, deu-me sempre a certeza de que o problema terá sido a falta de oportunidade. Vontade havia! Ele era um sedutor.

Como qualquer mulher interessada, comecei a minha pesquisa para saber que curso estava ele a tirar, em que turno e se tínhamos alguém em comum.

Na verdade não precisei sequer de sair do meu lugar. A Helena, uma morena, alta, linda, de olhos verdes e cabelo cacheado que estava connosco apercebeu-se e disse-me "Giro, han?" Ri-me e acenei. Eis que ela desbobina em 5 minutos tudo o que pretendia saber. "O giraço está no primeiro ano de Contabilidade."- dizia-me enquanto metia as mãos por baixo do queixo. Babava-me e deslumbrava-me enquanto a ouvia falar - e continuou : “Nunca o vimos, porque está no curso da noite, a Tina é que me contou!”.

Fiquei satisfeita. Já sabia o que precisava. Agora só me bastava esperar pelas festas académicas.

Chegou o mês de Dezembro e com ele a festa de Natal da faculdade que ia ser feita na associação de estudantes.
Tinha combinado com o pessoal irmos jantar a uma tasca ali perto. Tinham um traçadinho* que era um mimo e de acordo com as nossas carteiras! Todos concordaram. Magnífico!
Horas mais tarde, depois de quase nos embriagarmos, saímos. "Aquilo é que foi pomada!", concluímos todos enquanto já alguns cantavam.

“Quem leva o carro?” - pergunta o Ivo.

“Carro? Mas não viemos a pé? - desatamos às gargalhadas - “Os carros estão no estacionamento da faculdade, homem!” - respondi-lhe.

Todos torcidos fomos para a festa. Ainda não tinha chegado quase ninguém. Se estivessem 15 gatos pingados era muito. Mesmo torcida consegui vê-lo. Ele estava no meio daquelas poucas pessoas que decidiram juntar-se quase no mesmo metro quadrado. "Ali está ele!" - suspiro enquanto me contemplava com aquele sorriso tão lindo e tão maroto.

As horas vão passando. Rodada atrás de rodada. Pessoas que chegam e outras que se vão. Uns mais bêbados, outros menos. Homens e mulheres que se beijam onde quer que olhe. "O álcool já lhes sobe" - penso.
Decido afastar-me. Prefiro não gravar aqueles momentos na minha memória. Sempre quis ter uma experiência de Voyeur enquanto me toco e me delicio comigo mesma, mas não seria naquela noite. Eis que viro costas a todo aquele espetáculo e dou de caras com ele. A minha paixoneta estava ali! Sozinho e vulnerável às minhas investidas. Estava próximo de ser meu e ainda não sabia. “É agora a minha chance!” - pensei.

Enchi-me de segurança, bebi o que me restava da cerveja e caminhei até ele como um leão que caminha até à sua presa. Encostei-me e perguntei: “O que faz um rapaz tão jeitoso sozinho numa festa de Natal? Estamos na faculdade. De certeza que não andas perdido”. Estava imparável e com tanta vontade de ser eu o seu GPS.

Trocámos um par de palavras e quando dei por mim já estava debruçada sobre si. Beijava-o fogosamente. Afastei-me o mínimo possível e agarrei a sua mão e pedi-lhe que me permitisse conduzi-lo.
Saímos da associação e esquivámo-nos de todos para que não perdêssemos nem um segundo de toda aquela tensão.

Quando entro no pavilhão, corro pelas escadas e peço-lhe que se apresse. Estava louca!

Cheguei à sala de música e respiro fundo. O meu colega Hélio já me tinha dito outrora que os funcionários não fechavam estas salas para que os alunos pudessem estudar até mais tarde. A mim parece-me que anatomia humana e música estão em perfeita sintonia.
A sala tem a típica disposição de uma sala de aula: a secretária do professor, algumas mesas e cadeiras para os alunos e dois pianos.

Olhei para ele. A sua expressão facial era impagável.
Sem qualquer aviso, pegou em mim e colocou-me em cima da secretária do professor. “Senhor professor que maroto que você é!” - disse-lhe extasiada.
Aquela noite estava a ser por de mais!!

Ele mexeu e explorou cada centímetro do meu corpo, lambuzou-se como uma criança, até que me vim. Aquela sua língua milagrosa. “Quero mais! Dá-me mais!”- supliquei-lhe.

Sem pedir licença meteu aquele pénis tão duro, grosso e longo em mim, dentro de mim de uma só vez. Encaixava-se em mim a cada investida que fazia. As suas mãos torciam os meus mamilos. Estavam duros. Aquela dor que me incendiava provocava em mim vontades loucas.

Fodeu-me como um louco. Senti cada estocada como se me quisesse partir ao meio. Fodi-o em cima do piano. Que penetração! Que dureza! Que música tocamos nós! Cada galopada que dava tocava-lhe para sentir aquele pau erecto a entrar dentro de mim ao mesmo tempo que me estimulava no clitóris. A sua boca e as suas mãos continuavam sobre mim vagueando pelos meus seios. Chupava-me e lambia-me. Saboreava cada parte minha. Este rapaz sabia como se mexer.

Depois daquela maratona sexual, numa sala de música, olhamos para as horas. "São 6 da manhã! É sexta-feira e tenho aulas daqui a 3 horas depois. Que bom!" - disse em tom de ironia, mas sem nunca deixar de me deliciar com a imensa sensação de tranquilidade e prazer que acabara de sentir.

Encarámos o facto e fomos beber um café.

O meu dia correu bem apesar de nos mantermos distantes para que ninguém fizesse qualquer tipo de associação. Dáva-nos prazer e mantinha a nossa chama ainda mais acesa. Que adrenalina me dava cruzar-me com aquele pedaço de céu e não poder fazer nada.
Nunca passámos disso. Apenas beijos, amassos e muitas fodas loucas, mas era isso que nos fazia continuar a olhar assim um para o outro, sempre com a mesma vontade, o mesmo desejo, e eu finalmente teria concretizado aquele meu desejo de "menina".

Check!

* traçadinho – bebida que resulta da junção de vinho tinto ou branco com gasosa.

Alexa

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Uma mulher com imaginação para dar e vender.
Sempre gostei de escrever, mas coisas eróticas... isso gosto mais. Levar um homem à loucura através de palavras e da sua própria imaginação. Como adoro...

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