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07 junho, 2018 Um péssimo date - Parte II

Afunda a sua cara no meu peito, enquanto me agarra nas mãos por cima da cabeça...

Anteriormente, tinha dito ao Gonçalo que depois lhe dizia algo sobre o nosso jantar. Ambos estávamos cheios de trabalho; eu preocupada com a organização e gestão dos trabalhadores da loja que andava a gerir e ele com planificações e avaliações para terminar. No entanto, mesmo assim foi-nos possível aqueles dois encontros. Agora estava nas minhas mãos se iria ou não aceitar jantar em sua casa...

Um péssimo date - Parte II

Ao acordar já tinha uma mensagem dele:

“Bom dia fofinha! Sempre vou ter a oportunidade de ter a sua agradável companhia para jantar?”

Li a sua mensagem e engoli em seco. Não respondi, teria tempo à hora de almoço.
A manhã passou a correr, a pausa a meio da manhã nem a vi passar. O Gonçalo não insistiu mais. Perfeito! Assim concentrei-me a 100% no que tinha que concluir.

O dia foi perfeito. Não vi as horas a passarem e consegui concluir todo o meu trabalho. Finalmente, posso-me dar ao luxo de respirar fundo e de não fazer mais nada nas próximas vinte e quatro horas.

Perto das cinco da tarde envio uma mensagem ao Gonçalo:

"E aí gato, tudo bom? Sempre queres cozinhar para a menina? Já concluí todo o meu trabalho."

Nem me deu tempo de pousar o telemóvel, já tinha a sua resposta:

"Morenaça, saio do trabalho às 18:30h, por isso perto das 19:30h em minha casa?"

Respondo-lhe de seguida:

"Certíssimo! Envia-me depois a tua morada para colocar no GPS."

Tudo a correr às mil maravilhas, pensei até ali, pois nunca pensei ter passado por tal situação. Cheguei uma hora depois da hora que estipulámos.

Ele recebe-me com beijos e amassos. “Olha-me este! Cheio de fome!”, pensei. Quando me deu espaço para conseguir respirar e me afastar da parede onde ele me tinha encostado pergunto-lhe:
- O que é que o chef Gonçalo preparou para o nosso jantar? - estampando um sorriso malicioso.
- Ainda nem comecei a cozinhar. Estava à tua espera.

Aquela resposta deixou-me um pouco atarantada, pois eu pensei que o jantar já estaria a ser preparado.

Dirigimo-nos para a cozinha.
- Tenho uma garrafa de vinho tinto já aberta, a respirar. - disse-me enquanto apanhava numa garrafa de vinho branco.
- Mas vais beber vinho Branco? - interrogo-o.
- Estava a pensar fazer salmão no forno acompanhado com algumas verduras e como tu mencionaste que não bebes vinho branco, abri aquela para ti - diz-me apontando para a garrafa de vinho tinto.

Deixou-me atrapalhada, pois eu não estava à espera de tal resposta.
- Então em que posso ser útil, chef? - digo-lhe.
- Podes ir até ao jardim e fumar o que está em cima da mesa. - respondeu-me - Mas toma... - dando-me o copo de vinho - Eu mais um pouco e já lá vou ter contigo. - continuou.

Ao pegar no copo vou até junto dele e deposito-lhe um beijo na face.
- Obrigada. - digo-lhe

Vou até ao jardim e acendo o que ele me tinha deixado em cima da mesa. “Já ganhou mais 20 pontos só por causa desta!”, pensei.
Pouco tempo depois ele aparece junto de mim. Acaricia-me o pescoço e depois o cabelo ao passar por detrás da cadeira onde estava sentada. Deposita um beijo sobre a minha testa e senta-se perto de mim.
- Mais dez minutos e o jantar está pronto. - diz-me enquanto começa a enrolar mais um charro de erva.

Ficámos ali sentados ainda durante algum tempo a terminar de fumar e de beber os copos de vinho.
Quando regressámos ao interior ele disse-me para me sentar à mesa que já iria servir. Ele serviu o jantar e encheu novamente os nossos copos. Ao longo do jantar ele foi um perfeito cavalheiro e falamos sobre as coisas banais da vida, no entanto eu sabia o caminho que aquilo iria levar.

Quando terminámos o jantar ele perguntou-me se eu queria tomar um café, acenei-lhe afirmativamente. Voltámos ao exterior para tomar o café e aproveitar para fumar um cigarro.

Quando ele acabou de fumar o seu cigarro puxa-me pelo braço para me sentar no seu colo. Começam os toques e os beijos. “A festa vai começar!”, pensei.

Rapidamente as nossas respirações se alteraram. O álcool bem nos ajuda nestas situações. Leva-me ao colo até ao seu quarto. Deixa-me cair sobre a cama e de um movimento só coloca-se sobre mim. Trocámos carícias e algumas mordiscadelas. Para ter acesso ao meu peito, em vez de abrir um botão de cada vez, arrebenta-me os botões da camisa. Não gostei da sua atitude, mas estando com o efeito do álcool achei aquela sua atitude como sendo destemido, um homem que sabe o que quer.

Afunda a sua cara no meu peito, enquanto me agarra nas mãos por cima da minha cabeça. Não entendi o porquê de não lhe poder tocar, mas deixei-me levar. Lambuza os meus seios, o meu pescoço e os meus lóbulos das orelhas. Sentia o seu pénis roçar no meu sexo, já estava duro e ansioso por me penetrar.

Ao ter as mãos agora soltas, fiz com que elas percorressem o seu tronco, o seu peito, as suas costas até terminar no cabelo. Enquanto as minhas mãos percorriam desenfreadamente o seu corpo, ele tinha-me retirado as calças e a tanga. Sem esperas, coloca a sua boca no meu sexo. Proporciona-me um preliminar estrondoso, mas eu queria senti-lo. Peço-lhe que venha para cima de mim, que me penetre.

As penetrações começaram. Não deu ouvidos ao que eu dizia. O prazer que senti nesta noite foi uma mistura de dor e de prazer.

Ele demorou até atingir o primeiro climax. Não quis saber disso, não deixei que ele recuperasse o fôlego. Coloco-me por cima dele e tentando atiçar aquele animal novamente ele diz-me:
- Linda, tens que deixar o menino recuperar o fôlego. Vamos fumar uma e já continuamos.

Ao ouvir isto, saiu imediatamente de cima dele. Ele encaminha-se para a casa de banho. Depois de algum tempo vejo-o a passar à frente da porta. Adorei ter a oportunidade de ver um homem assim tão esculpido em contra-luz. Fiquei especada a observá-lo, à espera que ele viesse primeiro até ao quarto, mas não foi isso que aconteceu. Ele foi até ao jardim.
Ao ver tal situação e ao não me sentir confortável com tal situação, comecei a vestir-me e fui ter com ele ao jardim. Ao ver que estava vestida olha para mim espantado e diz-me:
- Então?! É só fumar esta e continuamos.
- Sim... - respondo-lhe secamente.

Fumámos aquela, trocámos algumas palavras mas eu não toquei no assunto.
Quando entrámos novamente no seu apartamento já não tive mais vontade para estar ali. O que tinha a fazer ali já o fiz.
- A ver se combinámos mais vezes, linda. - disse ao despedir-se de mim.

Não lhe respondi, virei simplesmente as costas e vim-me embora.
Ele ainda tentou estar novamente comigo, porém o seu interesse ao ser meramente sexual e à sua maneira nunca mais o contactei. Mais vale assim.

Há pessoas que cruzam as nossas vidas apenas para nos transmitirem novos ensinamentos, mesmo que tenha sido uma má aprendizagem, no fundo temos que encará-la como uma forma de não voltar a errar.

Alexa

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Uma mulher com imaginação para dar e vender.
Sempre gostei de escrever, mas coisas eróticas... isso gosto mais. Levar um homem à loucura através de palavras e da sua própria imaginação. Como adoro...

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