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15 novembro, 2015 A mulher "18+1"

A fantasia da "cheerleader" versão menina do volley.

Para todo um elemento existe um contraposto. Fogo e Água. Terra e Ar. A minha ex namorada e a sanidade mental. E para cada “Mulher 39+1”(texto passado) existe uma “Mulher 18+1”. E se com elas descobri todos os up’s and downs de me embrulhar com uma mulher mais velha, as “18+1” fizeram-me descobrir todos os downs and downs and downissimos de me embrulhar com uma miúda 10 anos mais nova.

A mulher

Antes de estarem já de telemóvel na mão a ligarem para a Felícia Cabrita me investigar deixem-me dizer que eu tinha 29. E ela 19. Tecnicamente são ambos números fantásticos para todos ficarmos de consciência tranquila pois nem eu tenho 30 e ela tem quase 20.
Já tinha micado a pita que fazia bar não interessa agora para o caso onde.

Era uma matulona morena com pernas de jogadora de volley e o número de soutien era o Pi.

Como andava numa fase de experimentalismo social decidi lançar a cana à miúda. Para quem nunca o fez para alguém com esta diferença de idades, é bastante curioso ver que temos o trabalho feito à partida dado que uma mulher nesta idade deixa-se fascinar pelas coisas mais triviais que uma mulher feita acha standard. Ter casa, carro, emprego e dizer coisas como “espera, tenho de ir ver se recebi algum email de trabalho” transmite uma certa sensação de fascínio e admiração por parte de uma rapariga de tenra idade que vê ali um reflexo momentâneo do que (supostamente) é um homem adulto. Sabendo eu disto e fazendo valer-me dessa informação, sempre tive uma abordagem low profile sem cair no estereótipo mas dando a entender de forma subtil que ela me atraía. Conversa puxa conversa, dá ca o teu Facebook, toma lá o meu (o moderno trocar números de telefone) e em pouco tempo convenci a miúda a jantar comigo. Em casa. Uma ovelha a ir colocar-se deliberadamente no covil do lobo é estar a pedir para ser devorada, mas eu como até sou um tipo com escrúpulos e de elevada índole moral resolvi oferecer o pack Silver Noé: bebida de cortesia, jantar de congelados do LIDL, sobremesa instantânea e filme à escolha da pessoa (se quiserem saber dos outros packs perguntem via mensagem. Orçamentos grátis).

Usei a minha melhor toalha de mesa sem nódoas de vinho e descongelei pão. Aqueci duas lasanhas do LIDL no forno (e não no micro-ondas, não sou nenhum animal ok?) que antes tive a ideia de colocar mozarela e acompanhou com um rosé (que bebi sozinho, porque ela não bebia álcool).

Ela chegou de BUS (porque tem passe para a escola. Universidade) e ficou impressionada com os meus móveis do IKEA:

“Opá “élóéle”. Tipo adoro estes móveis, çabes? São tão fixes.”

Se o meu cérebro fosse um pénis erecto, naquele momento tinha fica flácido. Aquele “élóele” foi o equivalente a ter apanhado um pêlo maroto numa mama (instant boner killer). Mas depois olhei para as mamas e passou. A miúda vinha produzida como se fosse para o Urban e até me senti mal em estar de pantufas. Ela elogiou a forma como dobrei os guardanapos de papel com duas dobras e não parava de olhar para todas as merdas que eu tinha em casa. Ofereço rosé que declina porque não bebe álcool. Isto claro, veio-me complicar a vida a mim por duas razões: ela não ia ficar tão desinibida e eu ia de certeza mamar o rosé de pilão. Bem dito bem feito e rosé com o galheiro. O álcool desperta o alarvismo e mamei a lasanha em 3 minutos empurrando tudo com pão e lavando com o rosé ainda nem ela tinha levado a primeira garfada à boca. É a meio do jantar que reparo que ela usa aparelho e começo a ver bocadinhos de bechamel a teimar de não sair dos arames e aquilo começa a mexer com o meu sistema nervoso. Porque ela estava lá a falar qualquer coisa que o pai dela batia na irmã e eu só olhava para aquela grelha de BMW a tilintar com nhacas. Piadinhas aqui e ali, aquele risinho de colegial que parece ter sido beijada a primeira vez e lá “abrimos” o jogo. Zau, a pita curtia de mim à brava! Agora que o lance tá fechado deixa lá exercer aqui um pouco de honestidade antes que danifique esta simpática rapariga para o resto da vida e acabei por pôr em pratos limpos o que isto era e o que isto não era. Para minha sorte (novamente) ela tava só a fim do mesmo que eu, o que me levou a soltar um “uufffff” interior e reavaliar melhor as ideias pré-concebidas que fazia das pessoas. O filme que ela escolheu foi o “Twilight”, dado que eu na minha fase de aproximação disse uma piada que “eu gostava tanto de Twilight como de meter courgettes do Entroncamento no cu” e ao que parece ela não percebeu que eu estava a ser sarcástico (isto também me leva a concluir que ela acha que eu meto courgettes no cu).

- “Uau.. mesmo romântico. Mesmo à nós” – disse eu com cara de atrasado mental e a esquecer-me que ela não percebe sarcasmo.

- “Noé… eu não quero que te apaixones por mim, ok? Eu por acaso caso sinto uma grande conexão contigo mas não quero que seja mais que isso” – diz ela muito séria ainda com nhacas no aparelho.

Começa a ser complicado quando nem o mais simples mecanismo de humor que o ser humano dispõe não é perceptível para esta jovem mas saudável criatura. Puxei-a contra mim e ela engole em seco. Meti-lhe a língua no esófago. Senti-me um pescador indígena que acabou de matar um salmão com uma lança num rio do Amazonas.

“Ai.. çabes a vinho e cigarros” – diz ela a rir.

Ok aqui tive um break mental. Isto é coisa que um miúdo diz a um padre quando é beijado a primeira vez e senti-me um pouco estranho com isto. Mas depois olhei para as mamas dela e passou. Lá começamos a ver o filme que tive de fingir gostar e aqui é game on. Tentar pôr os garfos masculinos num bife feminino a ver um filme é uma arte. A minha posição preferida é a “Concha Marota” que é uma concha normal mas eu estou com tesão de estar encostado a ela. A miúda cheirava a novo. Sabem aquele cheiro quando entram num carro novo? Os estofos lisinhos, os interiores sem marcas do sol ou cigarros e o brilho dos plásticos negros até nos encandeia. Realmente esta menina de boca fechada e esquecendo o facto que ela não se lembra do Pokemon é um mimo. Uma coisa leva à outra e lá encontro forma da miúda se descascar. Reparo que a miúda tinha vindo com uma lingerie com uns folhos manhosos o que me faz soltar um riso abafado.

“Que foi? Que táx a rire?” – diz ela semi ofendida.

Calei-a com um beijo e despertei a breguilha. Ela gentilmente leva a mão ao caralho e afaga-o uns segundos metendo-no na boca de imediato. Podia ser do nervosismo dela mas aquilo não me pareceu que estava a ser algo confortável e rapidamente a agarrei e deitei no sofá. É tão bom sentir o cheiro da pele de uma miúda jovem adulta na flor da idade. Tudo cheira a novo e é tão firme e hirto. Claramente nunca a tinham lambido a cona como deve ser e a cada toque da minha língua ela emitia uns gemidos com os dedos na própria boca, a morder como se fosse uma chucha o que só me deu mais tesão. A minha boca escorria porque a mulher parecia que tinha uma torneira entre as pernas e quando chegou aquele ponto de rebuçado meti-me em cima, sempre dando um romantismo à coisa de olhos nos olhos e dedos entrelaçados. Quando o meti, soltei a fera: ela esperneava, gritava e eu tive de lhe tapar a boca antes que os vizinhos chamassem a PSP. Estava a adorar aquela posição totalmente dominante seja a nivel fisico e mental. De quatro no sofá, foi onde tive o belo plano do bife do lombo que estava a comer. Rabo fantástico cor de rosinha, totalmente imaculado… até eu lhe dar duas palmadas a deixar a minha mão tatuada.

“Ai.. isso dói” - disse ela em tom de desagrado.

Pensei que já estava mais liberta. Quero que este pedacinho de coisas boas o meta na boca. Preciso mesmo mas mesmo que ela me chupe. Preciso de ter esta imagem na cabeça para futuras punhetas, quero ver aquela carinha de anjo de joelhos e de face rosada a fazer-me um broche. Pedi que se ajoelhasse em frente a mim comigo sentado no sofá com ele na mão a pingar a seiva dela. Ela… algo relutante…. volta a meter na boca.

Além da evidente falta de experiência no toque e manuseamento, a merda do aparelho fazia-se sentir e eu só imaginava a criatura a espetar-me ferros retorcidos no nabiço e ficando lá com a boca presa. Mas lá dei uma ajuda com a mão e dei ali umas pancadinhas para a esquerda e para a direita para aquilo ir ao lugar. Se houvesse um top 3 de tragédias mundiais eu diria que aquele bico estava entre os dois primeiros lugares logo acima de Holocausto. Não tinha paixão no bico, nem arte, nem empenho (parecia um concerto dos Delfins). Mas bico é como as pizzas pois sabe sempre bem e justamente quando a coisa estava a ganhar ímpeto a menina sai-se com esta:

“Quando estiveres quase avisa” – diz ela com olhos de Rita Pereira.

PAROU. BASTA. Aguentei a falta de humor. Aguento até não dizer pão. Aguento as nhacas nas garras do Wolverine que ela tinha na boca. Aguento até A MERDA do Twilight. Mas uma gaja armar-se em fina querendo que eu faça um pré-aviso de 30 dias com aviso de receção no meu orgasmo era só o que me faltava. Gaja que não se deixa esporrar na boca (ou pelo menos na cara) não é merecedora de me estar a mamar no caralho. PONTO.
Acabou ali. Pedi para se vestir. Não estava a dar. Sai. Por favor.

“Mas só tenho autocarro à 01:00” – diz ela meio sem saber o que dizer.

Eu já tive viagens de carro de ambiente de merda. Várias. Mas esta foi provavelmente a que mais mau estar eu vivenciei num interior de um carro. Ela ia agarrada ao telemóvel sem me dizer nada e eu a fumar cigarros atrás de cigarros a pensar no problema que criei (porque uma gaja rejeitada é pior que um alcoólico de pistola na mão na Igreja).
Lá me despedi dela e pedi-lhe desculpa com a habitual panóplia de lugares-comuns de “não estou a atravessar uma fase boa e não tens culpa. Desculpa.” A coisa pareceu ter morrido ali.
Na nossa cabeça a fantasia é muito gira. Vou comer uma chavala mais nova, boa todos os dias e vamos ali brincar aos filmes porno. Pois. Na cabeça e nos filmes é tudo muito giro mas a realidade é que quem brinca com meninos acorda mijado. Até nisto as mulheres são melhores que nós, pois sabem escolher melhor com quem o fazem e como o fazer. Passar da fantasia ao real é um pau de dois bicos (neste caso nem os dois juntos, um foi) e se por um lado vamos matar aquele bicho da curiosidade, por outro vamos eliminar do nosso imaginário o que era aí algo puro e “inocente” na nossa cabeça.

Nem todas conseguem ser aquilo que esperamos e fazer funcionar a fantasia da "Lolita" para o masculino. Talvez não fosse a miúda certa. Ou talvez eu deixasse de ser parvo.
Sim há por aí muita chavala nova que era capaz de me foder até me rebentarem as artérias.
Não vou desistir de a encontrar. Se estiveres aí… o meu contacto está ali.

Até quarta e boas fodas.

Noé

Noé

Trintão miúdo de coração ao pé da boca. Perdido em fantasias concretizadas e concretizáveis apenas preso por amarras do anonimato. Relatos passados de opinião libertina é um santo pecador por excelência.

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