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07 janeiro, 2019 Pescar lá fora

A verdade é que só a voz dela na chamada despertava em mim uma vontade de a ver de quatro...

Ela quis ter uma experiência diferente e eu não me opus. Há mensagens que se deixam em folhas que são apenas pedidos. Este pedido era um pedido especial, mas o resultado final não foi o que se esperava.

 

Pescar lá fora

- “Gostas do vinho?”, perguntou-me ela.
- “Gosto mais da companhia.” Respondi eu.

Foi assim que a convenci a partilhar uma cama comigo. A casar-se comigo. A viver comigo para o resto da vida. Tínhamos exigências como é óbvio: exigíamos, um ao outro, foder sempre que discutíssemos. Foder sempre que apetecesse ao outro. Foder sempre que estivéssemos bem. A verdade é que tudo seria motivo para foder.

Certo dia acordei com um papel na mesa de cabeceira que dizia:

“Isto já não é como dantes. Está na altura de ir lá fora procurar uma noite diferente. Com alguém diferente!”

Percebi claramente o que ela procurava e o porquê de procurar. As exigências feitas em novos tinham sido esquecidas com o tempo e sempre se falou em, uma vez na relação, ir “petiscar” lá fora.

Ela gostava de ter uma noite com um negro. A Inês sempre teve esse desejo. Partilhava muito dos seus desejos comigo e isso deixava-me irritado. Mas eu não me deixava calado e dizia que gostava de ter uma noite com uma mulher do Leste. Aquelas mulheres misteriosas do Leste que ficamos sempre a imaginar o que andam a fazer por Lisboa. Será que são mulheres do negócio? Será que fazem tráfico? Eu pelo menos fico sempre a pensar.
Seja como for, liguei à Inês.

- “Oh minha vaca. (Sim, quando é para falar de sexo tratamo-nos com imensa classe!) Então tu queres experimentar algo novo?”
- “Oh, sinceramente sim, tinha receio de dizer-te na cara e o máximo que consegui fazer foi deixar-te um papel.” Respondeu-me ela.
- “Vá, desenrasca-te que eu também vou dar uso aos meus contactos.”

Liguei a uma antiga amiga do meu primeiro emprego. Eu era distribuidor de uma empresa de bebidas e cruzava-me diariamente com diversos tipos de pessoas. A distribuição levou-me a conhecer imensos tipos de pessoas, mas aquela que mais guardo com saudade é a Filipa. 

Que mulher que é a Filipa. Que mamas. Que rabo. Que pernas. Que... voz. Sim, a voz sempre foi um dos meus critérios para interessar-me por alguém. O melhor é que a Filipa já tinha tido um caso comigo. Um caso de uma noite.

Penso em ligar-lhe. Será que ainda é o mesmo número? Mas mesmo assim tentei:

- “Filipa, minha querida, como estás?”
- “Oh meu amigo, diz-me lá o que queres.” Respondeu-me ela entre risos.
- “Saudades suas amiga!”
- “Minhas ou de me foder? Sempre que trocamos mensagens são sempre mensagens quentes e nunca me tinhas ligado antes.”

A verdade é que só a voz dela na chamada despertava em mim uma vontade de a ver de quatro. De a ver inclinada para a frente com aqueles cabelos por cima dela. Os suores eram, claramente, obrigatórios. A respiração funda era, sem dúvida, o que cada um de nós queria ouvir do outro. Ouvir antes dos gemidos de prazer libertos pela penetração naquela tenra vagina.

- “Sim, isso!”

Assim foi, assim “teve” de ser. 

Queria aquela bandida encostada, bastante tempo, a mim. Queria recordar cada contorno do seu corpo. Cada curva. Cada palavra que ela gostava de dizer ao meu ouvido. Cada marca das unhas dela no meu tronco. Adorava os strips que ela também adorava fazer. Ela adorava pousar o meio das suas pernas na minha boca e agarrar fortemente nos meus cabelos. Gostava de um bom 69 longo. Gostava de navegar a sua boca por zonas nos arredores do meu pénis. Era uma conquistadora e era assim que eu até gostava dela.

A minha mulher fez aquilo que eu já estava à espera. Foi ter a experiência que tanto queria. Ligou ela a um rapaz que treinava no ginásio onde ela também treinava. Ele era mulato. Forte fisicamente. Um segurança de estabelecimentos de diversão noturna. É a única informação que ela me revelou acerca dele.
Novamente junto da Inês, disse-lhe:

- “Muitas mulheres podem dar-me sexo e muitos homens podem-te dar mas ninguém me satisfaz como tu.”
- “Nem como tu a mim.”

E voltaram assim “a casar.”

Alexa

Alexa

Uma mulher com imaginação para dar e vender.
Sempre gostei de escrever, mas coisas eróticas... isso gosto mais. Levar um homem à loucura através de palavras e da sua própria imaginação. Como adoro...

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