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23 novembro, 2013 Um negro na noite, Ep 29 ao Ep 33

  * VIGÉSIMO NONO EPISÓDIO *

A sala estava meia como a luz. 
Alguns casais. Um grupo de jovens animados. Chopin no som. Perto de nós dois rapazes bem tisnados pelo Sol conversavam. Ar de surfistas. 
Margot, que não perdia tempo, correspondeu ao olhar que um, timidamente,lhe lançou. Pouco depois ele levantou-se e instantes depois foi a vez dela. E a minha.Encontraram-se no hall comum dos quartos de banho. Segui-os. O espectáculo desenrolou-se diante de mim. 
Margot de joelhos abocanhava-lhe o caralho e pedia-lhe que esporrasse na sua boca. Ele bateu uma punheta e deixou que a nhanha lhe cobrisse a boca. Era muita. Margot lambeu-se e com os dedos empurrou o que lhe saltara para as faces. Voltei quase ao mesmo tempo de eles. Emidio sorriu-se. Margot segredou ao ouvido do marido. Este, olhando o jovem, levantou o copo e saudou-o. Nessa altura chegou o Duarte. Nas mãos uma travessa de barro com a caldeirada de marisco. Lançámo-nos ao ataque. 
As garrafas sucediam-se e o tempo ia correndo como o verde bem frio. A rapaziada do fundo já abalara. Um casal ainda se mantinha bem como os surfistas. Meia-noite. O repasto findara quando o Duarte de novo se acercou. Nas mãos, agora, uma garrafa bojuda de uma aguardente
caseira: "- Isto só se oferece aos grandes amigos!"  E, enquanto os empregados serviam o café,  ia enchendo, com mão segura, os balões aquecidos.

   * TRIGÉSIMO EPISÓDIO *
  
Com o restaurante já fechado Duarte sentou-se, junto de mim, saboreando, também, aquela bagaceira feita por seu avô: "- Isto não tem preço. Dá vida aos mortos". E gargalhava tal menino a quem deram um brinquedo novo. Virou-se para mim: " - Ó dr. Já tinha saudades suas. Se soubesse que era amigo do engenheiro..."  Mimosa encostava-se a mim. Sentia o seu perfume. A sua mão, maliciosamente, estimulava o meu sexo. Emidio dirigiu-se-lhe: "- Ó Duarte. Convide para junto de aqueles seus clientes."  Logo fez.
Após informais apresentações a conversa generalizou-se. Os rapazes, um dos quais a Margot já provara, eram do surf num campeonato hoje terminado no Guincho. O casal, habitués da casa, ele comandante da TAP. Ela gerente na Loja das Meias. Adivinhei que o convivio ia prolongar-se. O Duarte não perdia pitada para estar com amigos. Fôra sempre assim.
            

   * TRIGÉSIMO PRIMEIRO EPISÓDIO * 

Duarte que me conhecia duma mesma praia ia, ao meu ouvindo, debitando as preferências dos novos convivas. Fui sabendo. O piloto, Sérgio, gostava de ver a mulher, Filipa, ser comida por muitos ao mesmo tempo. Prato a que ela se não nega: "- Olhe doutor como a Condensa bulgara". Riu-se: "- Fazem grandes festas lá em casa." E contava o Duarte. Os surfistas eram bi e norte-americanos. Moravam num apartamento em Oeiras vivendo dos "sponsers" e da ajuda dos pais. Tinham estudado no Colégio inglês de Carcavelos. Elucidado estava. Os vapores do alcool misturados com o chamon começaram a fazer-se sentir. Duarte estava nas suas sete-quintas. Foi buscar outra botella. A cozinheira, com quem ele tinha um  "affair" há vários anos, trouxe pão torrado e distribuiu, pela mesa fatias de queijo e presunto pata-negra. Era uma quarentona bem nutrida. Loira natural. Cara rosada: "- Minhota?" perguntei.
Resposta rápida:  "- De Valença e com muita honra!"  Duarte deu-lhe uma palmada no trazeiro e desabafou: "- Sabe doutor. Eu estou a par dos vossos  "jogos" e sei que ela também gostava..."


   * TRIGÉSIMO SEGUNDO EPISÓDIO *
  
Bebeu um gole.      "- Ah. sim, amigo Duarte. Então vai ser hoje. Anime-se ."  tMimosa que não descolara de mim e ouvira toda a conversa entendeu. Dei-lhe um beijo.
Tal "gato de Madame" aninhou-se: "- Seu caipira! Por você faço tudo".
Laurinda, era esse o nome da amásia de Duarte, sentou-se ao lado de Mimosa. Conversaram. Sobre o quê não sei. Só sei que Mimosa sabia.
Duarte estava excitado: "- Será?" indagava.  "- Calma. Laurinda está em boas mãos."  E eu bem sabia que estava.  Na mesa as gargalhadas sucediam-se ao ritmo da "Bagaceira do Avô".Mimosa e Laurinda conversavam em surdina. Ergueram-se e, braço dado como velhas amigas, seguiram para os lavabos.     


   * TRIGÉSIMO TERCEIRO EPISÓDIO *
  
Duarte levantou-se rumando à cozinha. Fiz o mesmo e dirigi-me ao WC das senhoras. Laurinda, nua da cintura para baixo chupava o caralho de Mimosa. Pachacha peluda, apetitosa, não perdoei e iniciei um imperial minete. Como louca a nossa minhota pedia esporra na boca. Mimosa não lhe fez a vontade.
Virou-a e, trocando comigo atirou-lhe para o cu. Rápido fui buscar sabão liquido. Besuntei-a e o pau de Mimosa entrou como, no Verão, faca em manteiga. Laurinda nem gritou. E, com ar agradecido, saboreou o sémen que da minha piça saira. Lambeu e lambeu-se. Olhei a porta entreaberta. Duarte batia uma punheta. Não resistiu. Montou-se na companheira e veio-se na sua greta. Regressámos. A festa continuava.
Duarte virou-se para mim: "- Ó doutor a minha gaja é mesmo uma rica foda!"  Retorqui: "-... e não só!"

Lingua de Radar

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